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Carrilho diz que "chega ao fim um calvário" com a absolvição

O ex-ministro da Cultura foi absolvido das acusações de violência doméstica de que era alvo.

Manuel Maria Carrilho, à saída da leitura da sentença
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Manuel Maria Carrilho, à saída da leitura da sentença Nuno Ferreira Santos

Manuel Maria Carrilho foi esta sexta-feira absolvido no Campus da Justiça, em Lisboa, dos crimes de violência doméstica de que era acusado pela sua ex-mulher, Bárbara Guimarães. À saída do tribunal, o ex-ministro da Cultura, que foi apenas condenado por difamação, apelidou Bárbara Guimarães de “falsa vítima”.

“Acho que se fez justiça. Chega ao fim para mim um calvário de quatro anos, de quatro anos em que tantas falsidades se espalharam, assentes em provas que não existiam”, resumiu Carrilho. E acrescentou que a sua mulher era uma “falsa vítima”.

Recusando responder a outras questões dos jornalistas, Carrilho repetiu que só queria estar com os filhos e que não reunia condições de "tranquilidade" para comentar o caso judicial.

“É uma decisão que nos deixa muitíssimos satisfeitos, vem culminar uma longa batalha judicial de quase dois anos nesta fase de julgamento. Tenho o gosto de dizer que sinto que foi feita justiça. Plena justiça, neste caso. É uma decisão, além disso, marcada por um profundo humanismo revelado pelo tribunal, coisa que vem infelizmente sendo rara em muitas decisões judiciais que revelam alguma frieza”, avaliou Paulo Sá e Cunha, advogado de Carrilho.

O advogado afirmou ainda que a acusação era “débil” e que por isso o resultado não o surpreendeu.

No entanto, Paulo Sá e Cunha adiantou que irá recorrer da condenação pelo crime de difamação.