O rock nova-iorquino dos anos 2000 deu um livro e agora vai ser um documentário

A cidade e o contexto que viram nascer bandas como LCD Soundsystem, The Strokes, Yeah Yeah Yeahs ou Interpol deram este ano um livro de Lizzy Goodman, Meet Me In The Bathroom: Rebirth And Rock’n’Roll in New York City, 2001-2011. As 600 páginas da história oral vão agora dar origem a uma série documental.

Foto
Foi a assistir a um concerto dos LCD Soundsystem, em 2011, que Lizzy Goodman sentiu que estava a chegar ao fim uma era de rock Paulo Pimenta

Este ano, a escritora e jornalista Lizzy Goodman lançou Meet Me In The Bathroom: Rebirth And Rock’n’Roll in New York City, 2001-2011, uma história oral da cena rock nova-iorquina do início dos anos 2000, focada em bandas e artistas como The Strokes, Interpol, Ryan Adams, Yeah Yeah Yeahs ou LCD Soundsystem. Agora, o livro de 600 páginas vai dar origem a um documentário de quatro horas. Em princípio, será dividido em quatro episódios de uma hora cada, mas ainda não há informações sobre o destino televisivo do resultado final.

A realização estará a cargo da dupla Will Lovelace e Dylan Southern, que já prometeram não seguir os lugares comuns dos documentários musicais normais. Juntos, os dois realizaram filmes como No Distance Left to Run, sobre os Blur, e Shut and Play the Hits, sobre o concerto de “despedida” dos LCD Soundsystem no Madison Square Garden. Esse filme é particularmente relevante para esta história: foi a assistir a esse mesmo concerto, em 2011, que Goodman, que será a produtora executiva do documentário, sentiu que estava a chegar ao fim uma era de rock na cidade. É um filme da Pulse Films, produtora responsável por filmes ligados à música, de Lemonade, de Beyoncé, a The Reflektor Tapes, de Arcade Fire, e por American Honey, a longa metragem de ficção de Andrea Arnold.

O livro, que tem nome de uma canção do segundo álbum dos Strokes, traça a evolução da música rock na cidade de Nova Iorque, as relações pessoais entre os intervenientes, com todos os podres, altos e baixos, bem como a influência da internet no negócio da música e a evolução da cidade nos dez anos que passaram entre 2001 e 2011. Foi tudo acompanhado por Goodman, de concertos em clubes pequenos onde não cabia muita gente no público a palcos gigantes para milhares de pessoas em sítios como o Madison Square Garden.