Não há ceia de Natal sem bacalhau

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Nelson Garrido

De Norte a Sul de Portugal, na mesa da noite de Natal tem de haver bacalhau. Graúdo, crescido ou corrente, seco ou congelado, todos procuram ter no prato uma posta do “fiel amigo”.

Partilhamos alguns truques para não comprar “gato por lebre” ou “peixe-caracol por bacalhau”:

Se prefere comprar bacalhau salgado seco inteiro, segure-o pelo corpo e deixe cair a cauda. Se dobrar, é sinal de que está demasiado húmido. Escolha outro. Certifique-se ainda se leva o bacalhau correspondente ao tipo comercial indicado. Por exemplo, o crescido deve ter entre um e dois quilos; tendo um peso mais baixo, pertence a uma classe inferior, como seja a corrente.

De acordo com o paladar de cada um, o consumidor pode optar entre o bacalhau de cura amarela, menos húmido e salgado do que o de cura comum, rendendo mais depois de demolhado, mas também mais caro, ou o “asa branca”, que não é sinónimo de melhor qualidade. Esta denominação significa somente que a membrana negra que reveste a cavidade abdominal foi retirada, tornando o tecido muscular visível.

Independentemente da classe ou da cura, não compre bacalhau salgado seco com defeitos visíveis. Manchas vermelhas e presença de um pó fino e cinzento, branco ou amarelo podem ser sinais de problemas de conservação; peixe com fendas profundas, excesso ou deficiência de sal; aspecto pegajoso ou cozido, coágulos, manchas de sangue, sinais de parasitas e/ou de fígado indicam má preparação, pelo que acarretam um possível risco de toxi-infecção alimentar.

Se decidir escolher e comprar o bacalhau demolhado ultracongelado, tenha atenção às embalagens, devendo evitar as que apresentam gelo solto. Preste atenção à coloração do bacalhau, pois o aspecto queimado pelo frio e as manchas amarelas ou castanhas são mau sinal.

Compre com confiança. Informe-se.

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