O que se vê em Sistelo é agora um monumento

A paisagem cultural desta freguesia de Arcos de Valdevez foi classificada como monumento nacional. Este é o primeiro reconhecimento do género a ser atribuído em Portugal.

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Nelson Garrido
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É como olhar para uma ampliada e verdejante escadaria ao longe, onde, aqui e ali, a telha laranja interrompe o padrão visual que se forma. Há um rio que nasce nesta terra feita de socalcos, o Vez, que depois se casa com o Lima. Fala-se da freguesia de Sistelo, vizinha do Parque Nacional de Peneda-Gerês e que é apelidada como o Tibete de Portugal. Este último foi um título obtido a título informal, mas, agora, a paisagem cultural do Sistelo é um monumento nacional.

Em nota enviada à imprensa esta terça-feira, o Município de Arcos de Valdevez aponta o “notável património etnográfico e histórico” daquela aldeia, cuja área “abrange um alargado espaço de inigualável qualidade ambiental e natural”. Os socalcos que a caracterizam são o resultado da mão humana na paisagem natural que, com o passar dos anos, se foi moldando às necessidades agrícolas das gentes que por Sistelo passaram.

O processo de classificação iniciou-se com a candidatura da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) à Direcção Geral do Património Cultural. O Conselho Nacional de Cultura aprovou-a, como diz o comunicado, “por unanimidade”.

Agora, há mais um motivo para visitar a aldeia montanhosa. Apesar de existirem traços da época medieval, é da arquitectura revivalista do século XIX que se forma o ponto de destaque de Sistelo, a Casa do Castelo de Sistelo. Para explorar, também existe o miradouro do Chã da Armada ou, ao longo de dez quilómetros, o Trilho das Brandas de Sistelo – o percurso que atravessa casas rústicas ou os conhecidos espigueiros da zona.

Em comunicado, o município diz que tanto a câmara como a Junta de Freguesia de Sistelo “estão a desenvolver várias acções de valorização desta área”, e uma delas é a apresentação de uma candidatura ao programa Valorizar. O mesmo documento indica que existe a vontade de se “instalar um centro interpretativo da biodiversidade do rio Vez e de promoção de produtos locais”.  

Texto editado por Sandra Silva Costa

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