PT substitui cobre por fibra nas zonas dos incêndios

A operadora da Altice vai instalar redes de nova geração em mais de duas dezenas de concelhos do interior, num total de mil quilómetros

Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrogão Grande e Alexandre da Fonseca, CEO da Altice, esta quinta-feira
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Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrogão Grande e Alexandre da Fonseca, CEO da Altice, esta quinta-feira LUSA/ANTÓNIO JOSÉ

A PT/Altice vai substituir mais de mil quilómetros de rede de cobre ardida nos incêndios do interior do país por rede de fibra óptica, anunciou esta quinta-feira o presidente executivo do grupo de telecomunicações, Alexandre Fonseca. 

“Decidimos que a substituição das redes de cobre seria feita numa parte muito significativa em redes de fibra”, disse Alexandre Fonseca à saída de uma reunião do comité executivo da Altice que, simbolicamente, se realizou na Câmara Municipal de Pedrogão Grande.

Com isso, “nos cerca de 22 concelhos abrangidos, a cobertura de fibra ultrapassará 50% da população”, afirmou o gestor. Mas a modernização da infra-estrutra não significa que a rede possa sobreviver à catástrofes futuras, reconheceu Alexandre Fonseca. Devido à morfologia do território e à capilaridade da rede, nos sítios onde não há alternativa ao traçado aéreo, “nomeadamente em zonas de floresta, em que a alternativa era não chegar lá, a exposição existe e temos de viver com ela”, afirmou.

Quanto ao enterramento dos cabos, é uma opção que a empresa procurará, na “extensão possível”, seja nas condutas da própria PT/Altice em situações urbanas e semi-urbanas, ou através de protocolos com a Infra-estrutras de Portugal (IP) para utilização do canal técnico rodoviário. 

Certo é que a utilização das infra-estruturas subterrâneas do país representará sempre uma percentagem mínima face a uma extensão total de cerca de 70 mil quilómetros da rede PT/Altice.

“Estamos a falar de cerca de 5% a 7% da rede”, disse Alexandre Fonseca que, numa conferência de imprensa anterior, este Verão, já tinha adiantando que não está provado que o enterramento dos cabos garanta a integridade da rede, tendo em conta as elevadas temperaturas que se atingem à superfície. 

Além de destacar a rápida reposição da generalidade dos serviços de telecomunicações nos mais de 30 concelhos afectados pelos incêndios de Junho e Outubro, o líder da PT/Altice também sublinhou as dezenas de pessoas que a empresa teve no terreno a fazer o levantamento das pessoas afectadas por interrupções de serviço, para que se fizessem as devidas comparações em termos de facturação. 

“O que fizemos desde o momento 1 foi identificar proactivamente situações de pessoas afectadas”, a quem foi feito “imediatamente o crédito de todos os valores referentes ao período sem serviço”, mais um período de 90 dias para a sua reposição integral, disse. 

Alexandre Fonseca adiantou que nas situações em que são os clientes a contactar a empresa, os créditos são feitos de forma imediata: “É o que temos feito e vamos continuar a fazer”. 

Uma das decisões que a equipa de gestão da PT aprovou nesta reunião em Pedrogão foi a de doar 500 peças de mobiliário de escritório às empresas de quatro concelhos afectados - Santa Comba Dão, Oliveira de Frade, Oliveira do Hospital e Mira - “para o tecido empresarial destes concelhos poder retomar a sua laboração normal”. Além do mobiliário, a operadora vai também garantir o recurso a equipamentos 4G para substituir equipamentos de rede fixa afectados.

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