Reacções: Trump "abriu as portas do Inferno"

Os líderes e intervenientes políticos (à excepção de Israel) dizem que a decisão do Presidente dos EUA de mudar a embaixada para Jerusalém é um erro e uma violação dos acordos internacionais.

Graffitti no muro de separação na cidade de Belém, na Cisjordânia
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Graffitti no muro de separação na cidade de Belém, na Cisjordânia ABED AL HASHLAMOUN/EPA

Trump "abriu as portas do Inferno"
Hamas (partido palestiniano maioritário na Faixa de Gaza)

"Jerusalém é a capital eterna do Estado da Palestina. Esta declaração significa que os EUA estão a abdica do papel de mediador"
Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana

"Peço a retirada [palestiniana] das absurdas e infindáveis negociações com Israel depois de o princípio da inviolabilidade do estatuto de Jerusalém ter sido quebrado. Peço que se ponha fim à coordenação de segurança com Israel e com os EUA"
Mohammed Dahlan, antigo líder da Fatah (partido de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana) em Gaza

"Não posso permanecer calado acerca da minha profunda preocupação com a situação que se desenvolveu nos últimos dias. Jerusalém é uma cidade sagrada, para judeus, cristãos e muçulmanos, com uma vocação especial para a paz. Rezo ao Senhor que essa identidade seja preservada e reforçada para benefício da Terra Santa, do Médio Oriente e de todo o mundo, e que prevaleça a sabedoria e a prudência."
Papa Francisco

"As aspirações de ambas as partes devem ser satisfeitas e deve-se encontrar uma forma, através de negociações, de resolver o estatuto e Jerusalém como futura capital de ambos os Estados [Israel e Palestina)"
Federica Mogherini, Alta Representante da UE para as Relações Exteriores

"Esta é uma decisão lamentável que a França não aprova e que vai contra a lei internacional e todas as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas"
Emmanuel Macron, Presidente de França 

Este é um "acordo histórico. Qualquer acordo de paz com os palestinianos tem de incluir Jerusalém como capital de Israel"
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

"Tenho-me pronunciado consistentemente contra qualquer medida unilateral que ponha em causa a perspectiva da paz para israelitas e palestinianos.Neste momento de grande ansiedade, quero deixar claro que não há alternativa à solução dos dois Estados. Não há plano B."
António Guterres, secretário-geral da ONU

"Condenamos a declaração irresponsável da Administração dos EUA, que ouvimos com grande preocupação. É uma decisão que vai contra a lei internacional e as resolução do Conselho de Segurança da ONU".
Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia

"Apelamos a protestos de massa contra esta declaração de guerra."
UGTT, Central sindical da Tunísia muito representativa

"O Irão condena a decisão dos EUA de mudar a sua embaixada para Jerusalém, o que viola as resoluções internacionais".
Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão

"Todos os gestos unilaterais que pretendam criar factos novos no terreno são nulos e vazios. A declaração do Presidente dos EUA viola resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU que estipulam o não reconhecimento da ocupação israelita da Cisjordânia e do sector oriental de Jerusalém".
Porta-voz do Governo da Jordânia 

"É uma escalada perigosa e uma sentença de morte para a paz."
Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar 

"Discordamos da decisão dos EUA de mudar a sua embaixada para Jerusalém e reconhecer Jerusalém como a capital antes de haver um acordo final sobre o estatuto da cidade. Acreditamos que não ajuda as prespectivas de paz na região".
Theresa May, primeira-ministra britânica

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