Comprar presentes de Natal a crédito é uma boa opção?

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Tânia Azevedo

As campanhas publicitárias e o apelo ao consumo no Natal usam valores de peso – descontracção, animação, harmonia, enfim, cenário de felicidade, tudo passível de ser comprado agora e pago no próximo ano. Falamos do recurso ao crédito para a aquisição de bens de consumo, uma prática cada vez mais comum por parte das famílias portuguesas.

Com cartão de crédito ou empréstimo pessoal?

É fácil comprar usando o cartão de crédito ou contratando um crédito. No caso do empréstimo pessoal, este crédito é chamado “de fácil aprovação”, mas não é barato. As letras miudinhas, pouco claras, desincentivam a leitura dos contratos e dificultam (muito!) a explicação dos encargos elevados que terá de pagar. As palavras “custos” e “juros” estão sempre presentes, pelo que o consumidor deve pensar duas vezes antes de usar o cartão ou o crédito pessoal para fazer as compras de Natal.

Não tenho outra solução, vou pagar com o cartão de crédito. O que devo saber?

Se a compra tem um valor baixo, a opção é razoável no que respeita ao contornar das despesas de dossiê e das comissões. Porém, os juros são altos. Deve recolher toda a informação primeiro, para não ser apanhado de surpresa.

O crédito pessoal, afinal, tem juros menores. Não valerá a pena esta opção?

É certo que tem os juros mais baixos, mas os pagamentos de comissões, seguros e outras despesas acabam por tornar o valor a pagar elevado. Esta opção só merece ponderação a partir de montantes mais significativos, por exemplo, 5 mil euros. Mais uma vez aconselhamos a que se informe antecipadamente de todos os encargos.

Fica a sugestão de optar por presentes solidários e simbólicos. 

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