Companhia japonesa alia-se a startup para nova geração de aviões supersónicos

A Boom Supersonic encontra-se a produzir um avião que poderá ligar Londres a Nova Iorque em 3h50 e custar "o mesmo do que voar em executiva hoje”.

O fundador da startup pretende que estes voos comerciais comecem em 2025
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O fundador da startup pretende que estes voos comerciais comecem em 2025 BOOM

A companhia aérea Japan Airlines (JAL) investiu milhões de dólares num plano apoiado por Richard Branson (fundador do grupo Virgin) para reintroduzir aviões supersónicos de passageiros, 14 anos após a retirada do Concorde, noticia o Guardian.

A Japan Airlines revelou esta terça-feira que investiu 10 milhões de dólares na Boom Supersonic, uma startup sediada na cidade de Denver, nos EUA, que pretende construir uma nova geração de aviões supersónicos que liguem Londres a Nova Iorque em 3h50 com início em 2025, indica o jornal.

O acordo entre a startup e a JAL estabelece que a companhia japonesa possa pré-comprar 20 aeronaves para poderem fazer os trajectos de Tóquio até à costa Oeste dos EUA e Canadá. Uma ligação São Francisco–Tóquio demora, actualmente 11 horas, mas com um avião supersónico poderá eventualmente demorar metade do tempo.  

“Estamos muito entusiasmados com a hipótese de trabalhar com a Boom num possível avanço na indústria de aviação comercial”, disse Yoshiharu Ueki, presidente da JAL.

O fundador da Boom Supersonic, Blake Scholl, referiu que a empresa se encontra a trabalhar com a companhia aérea secretamente há mais de um ano para perceberem mais sobre as dinâmicas das operações de voos comerciais: “O nosso objectivo é desenvolver um avião que funcione como um óptimo complemento para a frota de qualquer companhia aérea internacional”.

A empresa de Richard Branson, que detém os direitos dos primeiros 10 aviões produzidos pela Boom, já se encontra a trabalhar com a empresa de produção no desenvolvimento dos aviões supersónicos.

Blake Scholl pretende que estes voos comerciais comecem em 2025, explicando que serão uma mais-valia para quem precisa de fazer voos de longa duração e que “irá custar o mesmo do que voar em executiva hoje”.

“Gostaria que as pessoas pudessem chegar a qualquer lado do mundo num voo de cinco horas por 100 dólares. Para chegar lá tem de se melhorar na eficiência do combustível, mas passo a passo os voos supersónicos estarão disponíveis para toda a gente”, explicou.

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