Um pop-up de cozinhas da Síria e Eritreia até 16 de Dezembro

A agência criativa The Hotel juntou-se ao projecto Marhaba disponibilizando um espaço no Chiado para uma série de jantares.

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Preparativos para o jantar Arlindo Camacho
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O chef Nuno Bergonse tem ajudado a equipa a organizar as refeições Arlindo Camacho
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Todas as receitas revertem a favor da integração dos refugiados Arlindo Camacho
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Os jantares acontecem no The Hall, espaço no Chiado cedido pelo The Hotel Arlindo Camacho
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Há um menu sírio e outro eritreu Arlindo Camacho
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Cozinhar foi a forma que estes refugiados encontraram de aproximar mais a sua cultura dos portugueses Arlindo Camacho

“Os cozinheiros vêm da Síria e da Eritreia. A ajuda vem de todos." É assim que se faz anunciar o Marhaba Kitchen – All You Can Help, projecto gastronómico de catering que todas as quintas, sextas e sábados (sempre a partir das 20h), até dia 16 de Dezembro, vai estar alojado no The Hotel, uma agência criativa de Lisboa, que quis apoiar e disponibilizou o espaço que tem para activações de marca, o The Hall, no Chiado.

Aí, quem quiser ajudar poderá fazê-lo de forma fácil, provando as receitas caseiras que os grupos de refugiados da Síria e da Eriteia preparam. Para isso, têm o apoio do chef Nuno Bergonse, que se entusiasmou com o projecto e, embora não cozinhe, tem ajudado o grupo a organizar-se na preparação das refeições, adaptando o que é uma cozinha de família a grupos maiores.

Através do projecto É Uma Vida, o Marhaba está ligado à associação Crescer, que trabalha para ajudar na integração de refugiados recentemente chegados a Portugal e que estão em busca de trabalho, no âmbito do Programa Municipal de Acolhimento de Refugiados em Lisboa.

Se o húmus é um prato comum aos dois países, os cozinheiros sírios e eritreus apresentam depois especialidades diferentes de cada uma das cozinhas nacionais, em dois menus separados (e servidos em diferentes noites). Assim, do lado da Síria há pão sírio, tabuleh, baba ganoush, kobbeh com ades e fallafel e, para sobremesa, madloah. Do lado da Eritreia, serve-se kicha fit fit, ingera (o pão típico eritreu, que parece uma panqueca e que se utiliza como talher) com alicha, derho, tibci e salada e, para sobremesa, paste full zabb, um bolo típico com amendoins e uvas.

Os jantares são também um pretexto para se ficar a conhecer estes homens e mulheres que procuraram refúgio em Portugal e que, enquanto servem a refeição, poderão explicar melhor o que é cada um dos pratos. Todos eles tinham profissões diferentes nos seus países: o eritreu Awet Mebrahtu, 35 anos, por exemplo, era condutor de pesados e trabalhou em minas, hoje colabora com a equipa de montagens da Crescer para preparar casas para receber outros refugiados; Tecklesenbet Tesfay, 37 anos, era professor de inglês e é um especialista no pão kitcha fit fit, e Mohamed Abdela, de 30 anos, lavava automóveis mas foi também empregado de mesa e operador fabril quando vivia na Eritreia.   

Entre os sírios, há quem tenha tido uma empresa na área do turismo, como Nizar Almadani, de 60 anos, quem venha de marketing digital, como Mohamed Fayd, 34, e há um casal, Mohammad Shadey, de 39 e Baraa, de 31, que estão em Portugal com os dois filhos. Todos têm histórias, e sobretudo sabores, para partilhar neste evento onde, como diz a organização, "se junta a fome com a vontade de ajudar". 

Marbaha - All You Can Help

Os jantares custam 20 euros (incluem dois copos de vinho), valor que reverte inteiramente para o apoio aos refugiados.

Datas: quintas, sextas e sábados a partir das 20h, até 16 de Dezembro

Morada: Rua António Maria Cardoso, 26, Lisboa

Contactos: marhaba.crescer@gmail.com ou 912 963 386/966 913 390

Reservas: só se aceitam reservas para as 20h.

 

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