Carrie Fisher pela última vez: uma general a passar o testemunho

O segundo filme da terceira trilogia de Star Wars estreia a 14 de Dezembro. Elenco e realizador falam da actriz que representava a Princesa Leia e morreu há quase um ano.

Carrie Fisher na estreia em Londres de <i>O Despertar da Força</i>, em 2015
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Carrie Fisher na estreia em Londres de O Despertar da Força, em 2015 Reuters/PAUL HACKETT

A última oportunidade de vermos Carrie Fisher como a adorável Princesa Leia de Star Wars será agora em Dezembro, quando a personagem surgir na dianteira de um novo e negro capítulo da saga e deixar um buraco galáctico por preencher, devido à morte da actriz norte-americana há quase um ano.

A actriz já tinha filmado todas as cenas de Os Últimos Jedi, o oitavo capítulo da saga, antes de morrer. “Ela é insubstituível”, disse à Reuters Mark Hamill, que faz de Luke Skywalker, o irmão de Leia naquela saga. “Star Wars é sobre grandes tragédias e grandes triunfos, não consigo pensar numa tragédia maior do que a ausência da nossa Leia.”

Rian Johnson, realizador e argumentista do novo capítulo que estreia em Portugal a 14 de Dezembro, disse que não alterou a história da Princesa Leia em Os Últimos Jedi após a morte de Carrie Fisher.

Segundo o realizador, serão os autores do próximo e último filme desta trilogia, o episódio IX, a estrear em 2019, que irão decidir o destino da personagem, apresentada pela primeira vez em Star Wars, de 1977, o filme inaugural de George Lucas.

Os Últimos Jedi “não foi pensado para ser um adeus à princesa”, explica Johnson. “Mas, apesar disso, acho mesmo que há alguns momentos que vão ter um significado especial para muitos fãs. Vão ver mais da Leia do que lhes foi apresentado até agora.”

É esperado que o último aparecimento de Fisher vá aumentar ainda mais o interesse que a série já tem junto do público. Actualmente, é a Walt Disney Co. que detém os direitos da franchise Star Wars. Segundo as projecções da Boxoffice.com, Os Últimos Jedi poderá arrecadar entre 185 e 215 milhões de dólares nos bilhetes vendidos no primeiro fim-de-semana (entre 155,5 e 180,7 milhões de euros), o que faria desta estreia uma das mais rentáveis de sempre.

O elenco e o realizador da película deram poucos detalhes sobre o guião do filme. John Boyega, o ex-Stormtrooper Finn, disse que o filme começa com Leia (que na nova trilogia é uma general) a liderar a Resistência num momento tenso da guerra contra a maléfica First Order.

“A Resistência está sob muita pressão, a General Leia está na linha da frente e é obrigada a tomar decisões importantes”, descreve Boyega. “É um papel que exige uma representação sincera, e Carrie Fisher conseguiu isso.”  

Oscar Isaac, que representa Poe Dameron, um piloto da Resistência, disse que o momento que a actriz estava a passar tinha alguns paralelos com a personagem. A Leia sabe “que não vai viver para sempre, e há uma passagem de testemunho que tem de ser feita”, diz Isaac. “Ela quer partilhar o máximo do seu conhecimento antes do fim.”

Mas para Hamill, o seu irmão na saga, Fisher não desejaria que os seus fãs ficassem demasiado emocionados. “Conhecia-a suficientemente bem para dizer que ela preferiria que nós dessemos umas gargalhadas e até gozássemos com ela”, defendeu o actor. “Ela era irreverente, cínica, engraçada de uma forma um pouco amarga, e também cáustica, tudo ao mesmo tempo. Mas era sempre divertido tê-la por perto.”

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