A única super-Lua deste ano está a aparecer no céu

Ainda que esta seja o único fenómeno deste género em 2017, haverá uma nova super-Lua no primeiro dia do próximo ano.

Foto
O nascer da super-Lua deste domingo na Birmânia LUSA/HEIN HTET

O único fenómeno de super-Lua deste ano acontece durante o anoitecer deste domingo, dia 3 de Dezembro, altura em que o nosso satélite natural estará simultaneamente em fase de Lua Cheia e no ponto da sua órbita mais próximo da Terra, o chamado perigeu. A Lua nasce às 17h35 deste domingo (em Lisboa, menos uns minutos em outras cidades do país) e é essa a melhor altura para a ver, alerta o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

É no momento do nascimento da Lua que ela aparenta ser maior do que o habitual, não só por causa da ocorrência da super-Lua mas porque “estando próxima do horizonte vê-se mais ampliada, o que é apenas uma ilusão de óptica”, lê-se no site do OAL. Se a meteorologia for favorável e não existirem nuvens a obstruir a vista, o ideal é olhar-se para o horizonte na direcção Nordeste.

Se não a conseguir ver nesta noite ainda conseguirá vislumbrar parte do fenómeno no dia seguinte, dia 4, já que a Lua (que nascerá às 18h30 na segunda-feira) “continuará a parecer maior do que o habitual”.

PÚBLICO -
Aumentar

Na verdade, a Lua só atinge o perigeu – o ponto da sua órbita mais próximo da Terra – às 8h45 de segunda-feira, altura em que estará a 357.492 quilómetros do nosso planeta. O momento em que o satélite natural entra em Lua Cheia (15h47 de dia 3) e em que atinge o ponto mais próximo da terra (8h45 de dia 4) faz com que haja um desfasamento de quase 17 horas.

Ainda que esta seja a única super-Lua de 2017, haverá uma outra logo no início do ano, a 1 de Janeiro. Em Janeiro, o desfasamento entre o perigeu e a fase de Lua Cheia será de apenas quatro horas e 35 minutos, o que faz com que o fenómeno seja “mais favorável” para observação, refere o Observatório Astronómico.   

As super-Luas não são um fenómeno inédito, podendo acontecer várias vezes por ano. No ano passado, a 14 de Novembro, o céu foi preenchido por uma super-Lua como já não se via há 68 anos

No Twitter, o conhecido astrofísico norte-americano Neil deGrasse Tyson não se mostrou muito entusiasmado com a designação de “super-Lua”. “O próprio conceito de uma super-Lua é uma vergonha para tudo o resto que tem super no nome: supernova, supercolisor, super-homem, Super Mario Brothers”, disse em tom de brincadeira.

E explicou: “Se a lua cheia do mês passado fosse uma pizza de 16 polegadas [40,64 centímetros], então a ‘super-Lua’ deste mês seria uma pizza de 16,1 polegadas [40,89 centímetros]”, disse, referindo ainda que a esta super-Lua de Dezembro só “é 1% mais brilhante do que a não-super-Lua do mês passado”.