Meghan Markle poderá “agitar” a monarquia britânica, diz Noam Chomsky

O pensador não especificou quais as razões que levariam a noiva do príncipe Harry a "agitar" a realeza britânica.

O activista norte-americano na sua visita a Portugal em 2015
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O activista norte-americano na sua visita a Portugal em 2015 PEDRO ELIAS

Após o anúncio do noivado do príncipe Harry com Meghan Markle, o linguista e activista político Noam Chomsky disse que a actriz poderia vir a “agitar” a monarquia britânica. “Parece que ela pode, por muitas razões, agitar a família real [britânica]”, disse o intelectual norte-americano ao Guardian nesta sexta-feira, sem especificar quais as razões.

Ao contrário do que seria possível há uns anos na monarquia britânica, Harry vai contrair matrimónio com uma actriz norte-americana, divorciada e católica. Meghan Markle tem 36 anos e é filha de pai branco e mãe negra, frequentou um colégio católico, tirou um curso de comunicação social, seguiu a carreira de actriz e é uma mulher de causas.

No Verão do ano passado – altura em que conheceu o príncipe britânico –, a actriz partilhou no Instagram que o livro Quem Governa o Mundo, escrito por Noam Chomsky, era uma “boa leitura” e que o “recomendava vivamente”. O livro, segundo o site da Amazon, faz “uma incisiva e profunda análise à influência actual dos centros de poder”, focando-se sobretudo no papel dos Estados Unidos, da China e em alguns países do Médio Oriente e da Europa. O filósofo Noam Chomsky, de 88 anos e com ideais anti-capitalistas e anti-imperialistas, disse que tinha ouvido falar do noivado, admitindo que não sabia que Megan Markle era uma leitora sua. Mas disse estar “obviamente satisfeito” por sabê-lo.  

O anúncio do casamento foi feito no final do mês passado quando Harry, de 33 anos, disse estar “emocionado” por anunciar que tinha pedido a mão a Meghan Markle – com a aprovação não só dos pais da namorada, mas também da rainha Isabel II, sua avó. O casamento será na próxima Primavera.

Meghan Markle é uma mulher de causas, como a igualdade de género, pela qual se pronunciou, pela primeira vez, aos 11 anos ao enviar uma carta à então primeira-dama norte-americana, Hillary Clinton, queixando-se de um anúncio a detergentes que reduzia a mulher à sua função de dona de casa. Muitos anos depois, em 2015, a actriz discursou sobre igualdade de géneros nas Nações Unidas, organização com a qual colabora, e recebeu uma ovação de pé, no Dia da Mulher.

Em 2015, a activista escreveu um texto para a Elle em que falava sobre ser mestiça e sobre o seu orgulho nisso. Desde crescer em Los Angeles, em zonas em que não havia muita diversidade e onde confundiam a sua mãe com a ama, por causa da cor da sua pele até ao preenchimento de inquéritos em que tinha de escolher entre ser considerada de raça “branca” ou “negra”. “Só se podia escolher uma, mas isso significava que eu tinha de escolher um dos meus pais em detrimento do outro – e uma parte de mim em detrimento da outra”, escreve a actriz, adiantando que deixou a pergunta em branco.  

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