"Nem sempre ganhou, mas nunca desistiu"

"Deixou o seu império bem organizado, permitindo que cada filho escolha o seu caminho, sem quem por isso a obra construída seja fragmentada e enfraquecida. Vai-nos fazer falta. Pelo muito que fez. Pelo que ainda poderia ter feito."

Belmiro de Azevedo foi um dos poucos grandes empresários portugueses das últimas décadas, com visão, com horizontes largos, com capacidade para ir e chegar mais longe.

Na indústria como nas telecomunicações, nos centros comerciais como nos supermercados, na gestão financeira como na escolha dos sócios portugueses ou estrangeiros, na independência perante o poder político como na colocação das suas empresas em bolsa, esteve sempre ou quase sempre um ou muitos passos à frente.

Soube, além disso (ou para isso), escolher os seus colaboradores, dar-lhes formação e poder e até apoiá-los quando alguns quiseram singrar por conta própria. E, no interior de cada empresa, conseguiu criar a mística do “homem Sonae”.

Nem sempre ganhou, mas nunca desistiu e prosseguiu os seus objetivos com perseverança e sem virar a cara.

Deixou o seu império bem organizado, permitindo que cada filho escolha o seu caminho, sem quem por isso a obra construída seja fragmentada e enfraquecida.

Vai-nos fazer falta. Pelo muito que fez. Pelo que ainda poderia ter feito. E também, no meu caso pessoal, para boas e acesas discussões sobre um ou outro tema em que não estávamos de acordo. 

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