Produtores portugueses são os mais velhos da UE

De acordo com o Inquérito à Estrutura das Explorações Agrícolas, a média de idades dos produtores nacionais aumentou, passando dos 63 anos em 2009 para os 65 anos em 2016.

Regionalmente, os produtores algarvios destacam-se como os mais velhos (com uma média de idades de 69 anos) e os açorianos como os mais novos (57 anos)
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Regionalmente, os produtores algarvios destacam-se como os mais velhos (com uma média de idades de 69 anos) e os açorianos como os mais novos (57 anos) MIGUEL MANSO

Os produtores agrícolas portugueses sãoe, média, os mais velhos da União Europeia (UE) e a grande maioria deles (71,4%) apenas concluiu o ensino básico, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

De acordo com o Inquérito à Estrutura das Explorações Agrícolas, a média de idades dos produtores agrícolas portugueses passou de 63 anos em 2009 para os 65 anos em 2016. Cerca de dois terços são homens (66,2%).

Os dirigentes das explorações com mais de 65 anos geriam, aliás, em 2016, mais de metade das explorações, quando a média da UE era de 31,1% em 2013.

Do ponto de vista da educação formal, a grande maioria apenas concluiu o ensino básico (71,4%) e apenas 5,8% têm habilitações de nível superior.

Regionalmente, os produtores algarvios destacam-se como os mais velhos (com uma média de idades de 69 anos) e os açorianos como os mais novos (57 anos), referem os dados do INE. Que destaca, pela positiva, o aumento da dimensão das explorações agrícolas e um incremento na produtividade e na eficiência da mão de obra.

De acordo com os dados, de 2013 para 2016 a estrutura das explorações agrícolas alterou-se "significativamente": a dimensão média das explorações agrícolas aumentou 0,3 hectares de Superfície Agrícola Utilizada, cifrando-se em 14,1 hectares (2,1%); a Dimensão Económica por exploração cresceu 2800 euros em Valor de Produção Padrão Total, ascendendo a 19.900 euros (16,5%).

Há mais 1400 sociedades agrícolas, que são agora 11.400 no total, e os indicadores laborais relacionados com a produtividade e a eficiência do trabalho melhoraram.

Porém, e apesar da evolução positiva da agricultura nacional, a produtividade média da mão de obra agrícola foi de 16.200 euros de VPPT por Unidade de Trabalho-Ano (UTA) em 2016, menos de metade do valor na UE em 2013.

De igual modo, a eficiência da mão de obra agrícola, expressa na SAU por UTA, foi inferior à média europeia (-37,7%), refere o INE.