Idade média à altura do diagnóstico aumentou para os 37 anos

As pessoas com 50 ou mais anos de idade representaram 19% dos novos diagnósticos de infecção por VIH, no ano passado. Em 2007, eram 13%.

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O aumento dos novos casos de diagnóstico entre pessoas acima dos 50 anos deu-se tanto entre os homens como entre as mulheres Barbara Raquel Moreira

O modo de transmissão do VIH/sida varia de região para região. O contágio entre homens que fazem sexo com outros homens é o mais comum nos países da União Europeia e do Espaço Económico Europeu. Já nos países de Leste prepondera o contágio entre heterossexuais e associado à injecção de drogas ilícitas.

Considerando apenas o universo dos 31 países do Espaço Económico Europeu (onde se incluem, além dos 28 Estados-membros da União Europeia, a Noruega, o Liechtenstein e a Islândia), a idade média à altura do diagnóstico aumentou dos 35 anos, em 2007, para os 37 anos, em 2016. E enquanto em 2007 as pessoas com 50 ou mais anos de idade foram responsáveis por 13% dos novos casos, em 2016 o peso dos quinquagenários aumentou para os 19%. O aumento dos novos casos de diagnóstico entre pessoas acima dos 50 anos deu-se tanto entre os homens como entre as mulheres. São conclusões de um relatório conjunto do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e da Delegação Regional da OMS para a Europa divulgado nesta terça-feira.

Na mesma região, 40% dos novos casos de contágio por VIH foram diagnosticados a homossexuais, contra os 32% de novos casos verificados entre heterossexuais. A transmissão associada ao consumo de drogas injectáveis representa apenas 4% dos novos diagnósticos, sendo que, em 23% das situações, a causa não foi identificada.

Aqui, a taxa de novos diagnósticos de VIH fixa-se nos 5,9 novos casos por 100 mil habitantes. Nos extremos desta lista estão a Letónia, com uma taxa de 18,5, e a Hungria, com apenas 2,3 novos casos por cada 100 mil habitantes. Portugal está mais ou menos a meio, com uma taxa de novas infecções de 10 por cada 100 mil habitantes.

Outro dado relevante é que, ainda no universo de países do EEE, 40% dos novos diagnósticos diziam respeito a migrantes. No caso da Suécia, a taxa de infecção entre estrangeiros a residir no país dispara mesmo para os 80%, ao passo que na Roménia, por exemplo, o factor “migração” pesou apenas em 5% dos casos.