Vhils inaugura exposição em Hong Kong

Remains compõe-se de novos trabalhos do artista português desenvolvidos e inspirados no território administrado pela China.

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Imagem da exposição Destroços, em Macau LUSA/CARMO CORREIA

O artista português Alexandre Farto, que assina Vhils, inaugura esta quinta-feira em Hong Kong, na galeria Over the Influence, a exposição Remains, composta por trabalhos novos desenvolvidos e inspirados na antiga colónia britânica, que é hoje, com Macau, uma das duas regiões administrativas especiais da República Popular da China.

A galeria refere que o trabalho do artista português "está há muito ligado ao contexto urbano e reflecte e espelha a experiência humana de habitar uma megalópole contemporânea". Remains, que estará patente até 5 de Janeiro, é a segunda exposição individual de Vhils em Hong Kong, depois de Debris, inaugurada em Março de 2016.

Em Maio deste ano, o artista inugurou em Macau Debris/Destroços, que incluiu vários murais espalhados pela cidade, mas a exposição teve de ser cancelada precocemente devido aos estragos provocados pelo tufão Hato. Vhils estreou ainda a sua primeira mostra individual em Pequim, exclusivamente composta por novos trabalhos, em Junho passado. Intitulada Imprint, apresentava cerca de 70 retratos esculpidos em baixo relevo, espelhando "a reflexão contínua do artista sobre a relação entre as cidades contemporâneas e os seus habitantes".

Nascido em 1987, Alexandre Farto cresceu no Seixal, onde começou por pintar paredes e comboios com graffiti, aos 13 anos, antes de rumar a Londres para estudar Belas Artes na Central Saint Martins. Captou a atenção a "escavar" muros com retratos, um trabalho que tem sido reconhecido a nível nacional e internacional e que já levou o artista a vários cantos do mundo.

Além de várias criações em Portugal, Alexandre Farto tem trabalhos em países e territórios como a Tailândia, Malásia, Hong Kong, Itália, Estados Unidos, Ucrânia ou Brasil.

Em 2014, inaugurou a sua primeira grande exposição numa instituição nacional, o Museu da Eletricidade, em Lisboa: Dissecação/Dissection atraiu mais de 65 mil visitantes em três meses.

Em 2015, no âmbito do filme O Sentido da Vida, do realizador Miguel Gonçalves Mendes, o seu trabalho chegou também ao espaço, com a realização de uma obra especificamente concebida para a cúpula da Estação Espacial Internacional. 

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