“Estava escrito nas estrelas” — e Harry e Meghan vão casar

O pedido aconteceu no início de Novembro, a cerimónia está marcada para a Primavera de 2018.

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FACUNDO ARRIZABALAGA/EPA
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O anúncio já tinha sido feito: o príncipe Harry, quinto na linha da sucessão ao trono britânico, vai casar com a actriz americana Meghan Markle. Já se tinha visto o anel, três diamantes, um do Botswana, terra importante na história deste amor, dois que foram da princesa Diana. Ela já tinha dito que ele é muito romântico; ele que está “radiante”. Mas faltavam pormenores.

Numa entrevista à BBC esta segunda-feira à tarde, Harry explicou que “as estrelas estavam alinhadas" para eles, e prova disso foi terem-se apaixonado “incrivelmente depressa”.

O príncipe contou como fez a proposta de casamento, no início de Novembro. Foi numa “típica noite”, em casa, no Palácio de Kensington, estavam a grelhar frango. “Foi uma incrível surpresa. Foi tão doce, natural e romântico”, disse Markle. 

“Ela nem me deixou acabar. Começou logo a dizer ‘posso dizer que sim’. Depois houve abraços e eu tinha o anel na mão... E tive de perguntar ‘posso dar-te o anel?’”, lembrou ele que se voltou para a noiva e perguntou: “Acho que consegui apanhar-te de surpresa.”

Os dois falaram do que farão, no futuro, depois de casados — a cerimónia está marcada para a Primavera de 2018. Meghan, que se tornará Alteza Real, já está envolvida em trabalho humanitário e quer continuar a fazê-lo — a par do príncipe. Ficou subentendido que abandonará a carreira de actriz — estava no elenco de Suits —, quando disse que vai focar a sua energia nas causas que são importantes para ela. “Tenho a certeza que ela também vai fazer muito bem esta parte do trabalho”, disse Harry.

Algumas horas antes da entrevista, o casal mostrara-se oficialmente em público pela primeira vez — após o anúncio do noivado. Foi ao início da manhã que o herdeiro do trono, o príncipe Carlos, anunciava o casamento do seu filho mais novo, Harry, de 33 anos, com Meghan, de 36. 

O noivado já recebera a aprovação da família, de toda a família, da dela e da dele — e também de Isabel II. O mundo mudou muito desde o dia em que a rainha teve que vetar o casamento da irmã, Margarida, com um homem divorciado — Meghan também já foi casada anteriormente. E mudou ainda mais desde outro veto que se aproxima da história de Harry e Meghan, o que foi dado ao tio, o rei Eduardo VIII, que queria casar com uma divorciada e ainda por cima americana, Wallis Simpson; abdicou em Dezembro de 1936. Meghan Markle também é católica e actriz. E tem uma mãe negra e um pai branco.

“O tempo avança, mas é de esperar que surjam comentários sobre a carreira de Markle, sobre o facto de ser americana, sobre a sua herança mista e até sobre a maternidade quando já se está nos trinta e mesmo muitos. Nenhuma destas coisas é nova para as famílias de hoje, nem sequer para a família real”, lia-se no jornal The Guardian.

Este diário lembrava que é dado quase certo que Charlotte, a mulher de descendência alemã de George III, tivesse negros entre os ascendentes. E que o filho deste casal, que viria a ser o rei Guilherme IV, viveu 20 anos com uma actriz antes de subir ao trono — foi obrigado a deixá-la e a escolher outra mulher para casar. Carlos, quando subir ao trono, será também um rei com uma mulher divorciada (e um segundo casamento).

Harry e Meghan irão viver na Nottingham Cottage do Palácio de Kensington, onde mora o outro príncipe, William — que está “encantado” com o casamento do irmão. 

Foi nos jardins do Palácio de Kensignton que os noivos posaram para os fotógrafos após o anúncio do noivado — e onde começaram a contar o que toda a gente quis saber. 

Quando soube que era ela a “tal”?, perguntou um dos jornalistas. Respondeu o príncipe: “A primeira vez que nos vimos”. Estava mesmo escrito nas estrelas.