Santana Lopes escreve aos militantes a apelar ao voto

Candidato diz que não quer "vencer por causa das quotas nem perder por causa delas"

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Santana Lopes escreveu aos militantes LUSA/ANTÓNIO PEDRO SANTOS
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Eleições do PSD são a 13 de Janeiro LUSA/ANTÓNIO PEDRO SANTOS

O candidato à liderança do PSD, Pedro Santana Lopes, enviou uma carta a todos os militantes do partido a apelar directamente ao voto no próximo dia 13 de Janeiro.

Na carta a que o PÚBLICO teve acesso, Santana Lopes refere-se directamente ao pagamento de quotas, que termina a 15 de Dezembro. “Apelo à sua participação activa”, lê-se no texto, que lembra que para poder votar é preciso verificar a condição de militante e, "se for caso disso, pagar quotas". O apelo surge depois de o candidato assumir que está convencido de que tem “o melhor programa para Portugal”.

O candidato deixou algumas notas sobre a sua moção estratégica e o seu programa que serão apresentados "em breve". “Quero um país competitivo que invista na produtividade, através de políticas fiscais atractivas”, escreveu, deixando um recado ao seu adversário Rui Rio: “Não quero um país obcecado com o défice zero”.

Santana Lopes referiu a sua experiência “no Parlamento Europeu, no poder central e no poder local” e como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para concluir que lhe deu “capacidade acrescida” para lidar “com os vários desafios que se colocam a Portugal”.

Relativamente ao partido, o candidato reafirmou a intenção de criar uma ligação com as universidades e de o tornar “mais aberto, transparente, com sistema de voto electrónico que diminua os riscos de perversão democrática decorrente do estado actual dos cadernos eleitorais e das quotas”. Santana Lopes considera que essa questão pode ser determinante na disputa eleitoral: “Não quero vencer por causa das quotas nem perder por causa delas. Quero vencer porque sou melhor candidato para o partido e para o país”.

Há um mês, também Rui Rio havia escrito uma carta aos militantes do PSD na qual apelava a que procedessem ao pagamento das quotas, afirmando que só com as quotas pagas poderão participar nas eleições directas de Janeiro para a escolha do futuro líder do partido. “Participe neste momento tão importante que vai ser a eleição do novo presidente do PSD, no próximo dia 13 de Janeiro”, referia Rui Rio na carta que dava todas as indicações para o pagamento das quotas: empresa, referência (alusiva ao número de militante) e montante (que pode variar ente 12 euros ou 24, no caso de haver dois anos de quotas em atraso).