Militares e oficiais de Justiça querem as mesmas condições que os professores

Os dois sectores admitem greve caso o Governo não avance com negociações que permitam o descongelamento das carreiras.

Os militares avançam com um protesto simbólico esta quinta-feira
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Os militares avançam com um protesto simbólico esta quinta-feira Rui Gaudêncio

Na próxima quinta-feira, os militares vão realizar uma "carcaçada", como forma de protesto contra o congelamento de carreiras. O movimento segue a intenção de várias associações profissionais que viram nas negociações entre os sindicatos dos docentes o argumento que procuravam para invocar o descongelamento das carreiras.

“À semelhança do que tem estado a ser veiculado por alguns sectores da administração pública, que também seja reconhecido aos militares o direito ao descongelamento dos escalões”, aponta Mário Ramos, presidente da Associação Nacional de Sargentos, em declarações à TSF.

“Uma carcaçada é não tomar as refeições durante a hora de almoço nas unidades e utilizar esse tempo para reflectir as preocupações e questões que afectam os militares”, esclarece Mário Ramos.

Também a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) pede o mesmo e na sexta-feira enviou uma carta ao primeiro-ministro para reivindicar as condições negociadas com o sector da Educação.

Caso o movimento prometido pelos militares não gere qualquer resultado, o sector admite levar a luta para a rua, “se for do consenso entre os militares”.

Mário Ramos lembrou que os militares não têm assento na concertação social. “Não temos rigorosamente ninguém que nos represente nas discussões sobre remunerações, carreiras, etc.”

Também o sindicato dos oficiais de justiça exigiu na segunda-feira a contagem do tempo de carreira congelada e sublinha que "não aceitam continuar a ser discriminados" pelo Governo. À TSF, o dirigente sindical Carlos Almeida aponta um prazo para o descongelamento de carreiras: 1 de Janeiro de 2018.