BE garante apoio às reivindicações dos professores: “Os anos têm de ser todos contados”

O Bloco quer respeitar as negociações com os sindicatos e que todo o tempo de serviço seja contado.

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Rui Gaudêncio

O Bloco de Esquerda vai esperar pelas 21h para perceber se há acordo ou não entre o Governo e os professores em relação à contagem do tempo de serviço que tem estado no centro da contestação. Caso não haja, o partido coordenado por Catarina Martins entregará na Assembleia da República uma proposta para garantir que todos os anos de serviço são contados para efeitos de descongelamento.

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O Bloco de Esquerda vai esperar pelas 21h para perceber se há acordo ou não entre o Governo e os professores em relação à contagem do tempo de serviço que tem estado no centro da contestação. Caso não haja, o partido coordenado por Catarina Martins entregará na Assembleia da República uma proposta para garantir que todos os anos de serviço são contados para efeitos de descongelamento.

“A posição de princípio é que os anos têm de ser todos contados e o Governo tem de negociar com os sindicatos”, disse a deputada do BE Mariana Mortágua em conferência de imprensa no Parlamento, durante a apresentação das propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2018.

A bloquista assegurou várias vezes: “O que garantimos aos professores e funcionários públicos é que iremos apresentar a proposta e iremos lutar para que todos os anos da carreira sejam contados para efeitos de descongelamento.”

O Bloco de Esquerda, continuou Mariana Mortágua, deixa para as negociações entre executivo socialista e sindicatos a forma como tal será acautelado – mas os bloquistas já deram a ideia de os professores poderem pedir reformas antecipadas sem penalizações, se assim o entenderem.

O partido coordenado por Catarina Martins também compreende que seja necessário haver um faseamento, porque o descongelamento “durou muitos anos” e foi “muito penalizador”, mas consideram uma questão de “dignidade” que todos os anos de trabalho sejam respeitados.