Professores: já há duas greves em curso e a terceira será total

Professores contestam "apagão" de tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. Todos os sindicatos docentes uniram-se na convocação de uma greve e manifestação para quarta-feira.

Professores vão protestar na quarta-feira frente ao Parlamento
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Professores vão protestar na quarta-feira frente ao Parlamento LUSA/Manuel Araujo

A Federação Nacional da Educação (FNE) não tem ainda dados sobre a adesão da greve ao primeiro tempo de aulas que se iniciou nesta segunda-feira. “Sabemos que há professores a aderirem, mas ainda é muito cedo para se fazer uma contabilidade”, indicou o líder da FNE, João Dias da Silva, frisando que a aposta fundamental é agora a greve nacional convocada por todos os sindicatos de professores para o próximo dia 15, data em que o ministro da Educação estará na Assembleia da República para a discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2018.

Os professores estarão concentrados nesse dia frente ao Parlamento em protesto contra a não contagem para efeitos de progressão do tempo de serviço que foi realizado durante os mais de nove anos em que tiveram a carreira congelada.

“Os professores estão a ser muito mal tratados e têm todas as razões para desenvolver estas formas de luta”, comenta o presidente da Associação Nacional de Directores e Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, sublinhando que quem trata mal os docentes “trata mal a educação”.

"Grande greve será a de quarta-feira

O presidente da ANDAEP diz que “ainda é cedo” para se saber quais os impactos da greve da FNE, por ser uma acção “sui generis”, assim com aquela que desde o passado dia 6 tem vindo a ser desenvolvida pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e que incide nas actividades de apoio fora do tempo de aulas. “Penso que a grande greve será a de quarta-feira”, acrescenta Filinto Lima.

No último balanço feito no fim-de-semana, a Fenprof indicou que a greve às actividades não lectivas estava a ser seguida em 75 escolas e agrupamentos.

Nas escolas, se os alunos não tiverem aulas ao primeiro tempo, no seguimento da greve da FNE, serão encaminhados para espaços próprios como bibliotecas ou campos desportivos, indicou Filinto Lima. Pelo menos é isso que espera fazer no agrupamento de que é director, Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia.

A greve da FNE prolonga-se até 27 de Novembro e a da Fenprof terminará a 15 de Dezembro.

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