Finito, a Itália está fora do Mundial 2018

Gianluigi Buffon, com 175 internacionalizações, disse adeus à selecção italiana após o falhanço na qualificação.

Reuters/ALESSANDRO GAROFALO
Foto
Reuters/ALESSANDRO GAROFALO

A história dizia que nunca uma selecção tinha conseguido recuperar de uma derrota de 0-1 na primeira mão de um play-off da qualificação europeia para o Campeonato do Mundo; a história dirá que, 60 anos depois, a Itália não estará na fase final da principal competição mundial de selecções. Apesar de ter atacado muito, a "squadra azzurra" embateu de frente com um muro amarelo e um empate sem golos garantiu à Suécia o 29.º bilhete para o Mundial 2018. Para a Itália, é finito.

A partir de 14 de Junho do próximo ano, 32 selecções vão estar na Rússia a lutar pela vitória na 21.ª edição de um Campeonato do Mundo de futebol, mas para a tetracampeã Itália a competição acabou ainda antes de começar. Confirmando o declínio da "squadra azzurra" na última década – não passou da fase de grupos nos Mundiais de 2010 e 2014 -, a Itália voltou a mostrar fragilidades ofensivas e, em San Siro, caiu aos pés da frieza sueca.

Sem Marco Verrati, um dos jogadores de maior qualidade actualmente no futebol italiano, no tudo ou nada da Itália Gabbiadini surgiu no lugar de Belotti, mas a entrada do avançado do Southampton não desbloqueou a ineficácia transalpina.

Embora tenha deixado a ideia nos primeiros minutos que estava em Milão para discutir o jogo no campo todo, a Suécia rapidamente entregou a bola aos italianos, preocupando-se em defender apenas a importante vantagem alcançada com o golo de Johansson em Solna.

Apesar de uma mão cheia de boas oportunidades e um domínio avassalador na estatística - 75% de posse de bola, 23-4 em remates -, a Itália nunca convenceu. Na primeira parte, os italianos ainda mostraram paciência e Immobile, Candreva e Florenzi estiveram perto do golo. Porém, com o avançar dos ponteiros do relógio, a equipa de Giampiero Ventura foi perdendo lucidez, facilitando a vida aos nórdicos. Em desespero, o seleccionador italiano lançou na última meia hora El Shaarawy e Belotti, mas apesar da enorme pressão, a Suécia resistiu colocando primeira vez desde 1958, a Itália fora de um Campeonato do Mundo.