Fernando Santos: “Temos uns 40 jogadores que podem estar no Mundial”

Depois de vencer a Arábia Saudita, a selecção portuguesa defronta os EUA.

Fernando Santos vai ter de deixar jogadores de fora do Mundial
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Fernando Santos vai ter de deixar jogadores de fora do Mundial LUSA/ANTONIO PEDRO SANTOS

O segundo jogo particular que Portugal disputa depois de garantir a qualificação para o Mundial 2018 é contra os EUA (terça-feira às 20h45, em Leiria) e Fernando Santos vai aproveitar para observar mais jogadores que poderão entrar nas opções para Campeonato do Mundo. Isto porque, segundo o técnico, há “uns 40 jogadores que podem estar no Mundial”.

“É bom ter estas dores de cabeça. É importante a forma como os jogadores têm estado em campo e em estágio. Este é um grupo muito coeso. Deram a resposta que eu esperava, fizeram um excelente jogo. Se não acreditasse neles não estariam aqui. Temos uns 40 que podem estar no Mundial, o que quer dizer que 17 vão ficar de fora”, admitiu Fernando Santos, esta segunda-feira em conferência de imprensa. Sem individualizar, o técnico reconheceu que Gonçalo Guedes “tem características que lhe permitem jogar em qualquer posição do ataque.”

Sobre o adversário, Fernando Santos sublinhou as diferenças relativamente à Arábia Saudita, que Portugal venceu (3-0) na sexta-feira em Viseu. “Foram escolhidos nessa base. Um do continente asiático, que eventualmente vamos ter de defrontar no Campeonato do Mundo. E outro que vem do Norte da América, com um futebol distinto. É uma equipa com jogo mais objectivo, mais rápido. Tem jogadores de boa qualidade técnica, bons a nível do passe e definição. São rápidos e objectivos. Temos de ter muita atenção, mas Portugal estando ao seu nível, na concentração e organização, e com a criatividade dos jogadores, pode fazer um bom jogo e vencer”, notou.

Pelo facto de grande parte dos jogadores convocados não fazerem habitualmente parte das opções da selecção, Fernando Santos tem dado prioridade à “interiorização da matriz de jogo da equipa, muito através de conversas”. “Temos pouco tempo de treinos e 90% dos treinos são em recuperação. O importante é criar o hábito de estar em estágio, em treino. Esse aspecto é importante, apesar de todos estes jogadores terem muitas internacionalizações nos escalões de formação, têm grande traquejo e jogam em grandes equipas. Os jogadores têm essa qualidade, mas depois há uma adaptação no espaço da selecção”, explicou o seleccionador.

Quanto ao “onze” que apresentará na terça-feira perante os EUA, Fernando Santos admitiu que poderá haver alterações. “Há jogadores que jogaram e vão jogar amanhã outra vez. Mas isso não quer dizer que a equipa que jogou em Viseu vai jogar amanhã. Se eu tiver oportunidade, e sem qualquer compromisso, todos ou quase todos irão jogar. Se o jogo não o permitir, não acontecerá. Vou apresentar uma equipa que vai corresponder aos nossos anseios e aos anseios do povo que se vai deslocar ao estádio”, resumiu.

“Vamos fazer tudo para vencer o jogo e dar uma alegria a este povo que já demonstrou um lado humano fortíssimo”, concluiu Fernando Santos, referindo-se ao cariz solidário para com s vítimas dos incêndios que estes dois jogos da selecção tiveram: “É importante para todos os que foram afectados, para quem perdeu familiares.”