Jerónimo de Sousa reafirma que “o socialismo e o comunismo são o futuro da humanidade”

PCP celebrou os cem anos da “Revolução de Outubro” e garante que “o socialismo não é incompatível com a democracia”.

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Nuno Ferreira Santos
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“A Revolução de Outubro está aí como experiência concreta, como fonte de inspiração, com os seus valores e ideais afirmando que outro mundo é possível”, garantiu o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no comício do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, que teve a sala cheia e incluiu um espectáculo com música e poesia e a exibição de um documentário.

No discurso escrito a que o PÚBLICO teve acesso prévio, Jerónimo de Sousa classificou “a Revolução de Outubro como a realização mais avançada no processo de libertação da humanidade de todas as formas de exploração e opressão”. E proclamou a identidade comunista do seu partido: “Celebramos na Revolução de Outubro o combate que continua. O combate que precisa de um Partido Comunista forte e permanentemente reforçado, assumindo o seu papel de vanguarda em estreita ligação à classe operária, aos trabalhadores e ao povo. Um partido munido dos instrumentos teóricos do marxismo-leninismo. Um partido que age e luta permanente e quotidianamente em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do país. Um partido patriótico e internacionalista.”

A validade do regime soviético foi afirmada pelo líder do PCP, ainda que reconhecendo a sua falência concreta. Isto porque, para Jerónimo, “fracassou um modelo historicamente configurado de construção do socialismo, mas não o ideal e o projecto comunista que continua válido, vivo e com futuro, transportando a semente que a luta dos trabalhadores fará renascer.” Defendendo que o facto de se celebrarem os cem anos da “Revolução de Outubro sem a existência de grande parte da realidade que dela brotou”, não põe em causa nem “apaga a enriquecedora experiência dessa primeira Revolução Socialista vitoriosa e a demonstração prática da superioridade da nova sociedade”, construída na União Soviética. Para prometer: “É com a profunda convicção de que o socialismo e o comunismo são o futuro da humanidade que continuamos a nossa luta, reafirmando que fomos, somos e seremos comunistas.”

É com esse objectivo que o líder do PCP justifica o apoio dado pelo seu partido ao Governo do PS. Isto apesar “das contradições resultantes da assumida opção do governo do PS de não se libertar dos seus compromissos com os interesses do grande capital e da sua postura de submissão e dependência externa”. Jerónimo de Sousa sustentou que os “dois anos da nova fase da vida política nacional com a destacada intervenção do PCP” são “uma vantagem para a vida” dos que tiveram “já garantidas algumas respostas aos seus problemas mais urgentes”.

Sublinhando que “a Revolução de Outubro foi sempre, desde o seu nascimento, objecto das mais insidiosas e odiosas campanhas difamatórias”, o líder do PCP destacou que “os centros ideológicos e doutrinários da grande burguesia internacional incessantemente renovam” a acusação de que “a natureza do projecto comunista é intrinsecamente perverso e antidemocrático”, para afirmar: “Não! O socialismo não é incompatível com a democracia, nem teme a democracia.”

Jerónimo de Sousa sustentou que “o mundo precisa do socialismo”. Advogando que o “dia 7 de Novembro” foi “o primeiro dos dias de uma revolução nascente que vai não só abalar o mundo assente na exploração e na opressão, mas transformá-lo e marcá-lo profundamente, pela força do seu exemplo, das suas realizações revolucionárias e progressistas, da acção coerente e de princípios do novo poder proletário e camponês a favor dos trabalhadores e dos povos”, afirmou: “Assinalamos e saudamos nesse inaugural acto libertador o início de uma nova época histórica que permanece aberta no horizonte da luta dos trabalhadores e dos povos – a época da passagem do capitalismo ao socialismo – e nele a materialização de um milenar sonho de emancipação e de libertação de gerações de explorados e oprimidos”.