Atirador do Texas fugiu de um hospital psiquiátrico em 2012

Segundo um relatório da polícia, Devin Kelley terá também ameaçado de morte os seus superiores na Força Aérea e tentado contrabandear armas da base onde estava colocado.

Devin Kelley matou a tiro 26 pessoas numa igreja no Texas
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Devin Kelley matou a tiro 26 pessoas numa igreja no Texas LUSA/Larry W Smith

Devin Kelley, que no domingo matou a tiro pelo menos 26 pessoas numa igreja do Texas, fugiu de um hospital psiquiátrico enquanto estava na Força Aérea, para além de ter feito ameaças de morte contra os seus superiores e de ter tentado contrabandear armas a partir da base em que estava colocado, noticia televisão local de Houston KPRC, citando um relatório policial datado de 2012.

Nesta terça-feira, a Força Aérea admitiu que falhou um procedimento de segurança ao evitar que Kelley tivesse acesso a armas, uma vez que foi afastado do serviço militar depois de ter sido condenado por violência doméstica. O procedimento normal deveria ter sido incluir o seu nome numa base de dados que lhe bloquearia o acesso à arma que usou para matar as 26 pessoas. Foi depois de ter sido condenado por agredir a sua mulher e o seu enteado bebé que Kelley foi enviado para o hospital psiquiátrico.

Segundo relata o canal, na altura da sua fuga da unidade hospitalar, a polícia deteve Kelly numa paragem de autocarros na baixa da cidade de El Paso. Aparentemente, o suspeito planeava apanhar um autocarro para sair da cidade depois de ter fugido da ala psiquiátrica.

No relatório escreve-se que o funcionário que denunciou a fuga de Kelley do hospital afirmou à polícia que este “sofria de perturbações mentais” e que estava a “tentar realizar ameaças de morte contra a sua cadeia de comando militar”. Além disso, dizia-se que este homem “era um perigo para si mesmo e para outros” e que tinha já “apanhado a levar armas da Base da Força Aérea de Holloman”.

Numa das primeiras reacções ao ataque, o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou que o massacre foi “um crime horrendo” e um “acto de maldade” e referiu os “problemas mentais” do atirador, descartando que o caso esteja relacionado com o controlo de armas nos Estados Unidos.