Plataforma sindical leva documento reivindicativo ao Ministério da Educação

Docentes querem o descongelamento das carreiras e exigem a abertura de um processo negocial.

Maria João Gala
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Maria João Gala

Oito estruturas sindicais de professores entregaram nesta segunda-feira no Ministério da Educação um documento reivindicativo para o descongelamento das carreiras docentes, exigindo a abertura de um processo negocial.

"Já não vamos a tempo deste orçamento, mas queremos que fique em aberto a possibilidade de vir a ser contemplada nos orçamentos seguintes a contagem do tempo de serviço que agora nos retiraram", disse à agência Lusa a presidente do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), Júlia Azevedo.

Para estes docentes, a questão das carreiras é a mais importante de momento, pelo que no dia 15 prometem "ir em força para a Assembleia da República", numa iniciativa conjunta com os restantes sindicatos do sector, para uma concentração que decorrerá durante a discussão do orçamento da Educação no Parlamento.

Os sindicatos têm contestado a proposta de Orçamento do Estado para 2018, alegando que o congelamento de carreiras durante nove anos e quatro meses não será contabilizado para efeitos de progressão profissional.

Em comunicado conjunto, as estruturas sindicais admitiam nesta segunda-feira realizar outras iniciativas para lutar por questões que têm estado na agenda dos professores, como a redefinição dos horários de trabalho, um regime de aposentação antecipada e um novo modelo de concursos.

Além do SIPE, subscreveram esta posição a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), a Pró-Ordem, o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados (SEPLEU), o Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação (SINAPE), o Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), o Sindicato dos Professores e Educadores do Ensino Básico (SIPPEB) e o Sindicato dos Professores Licenciados pelas Universidades e Politécnicos (SPLIU), que constituíram a Frente Sindical de Docentes.