Um festival de cinema sobre música? É o MUVI e está de volta

Festival regressa de 15 a 20 de Novembro a Lisboa. Conta com cerca de 200 filmes, entre eles "Eu, meu pai e Os Cariocas", de Lúcia Veríssimo, que será exibido na sessão de abertura

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Retratos de artistas e processos criativos, espectáculos filmados, vídeos musicais em competição, concertos e exposições é o que propõe o Muvi, o único festival português de cinema sobre música, que começa na próxima semana, em Lisboa. De acordo com a organização, a quarta edição cumpre-se entre os próximos dias 15 e 20, no cinema São Jorge, com cerca de 200 filmes, três exposições, seis concertos de música portuguesa, um cine-concerto solidário e conversas com o público.

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Retratos de artistas e processos criativos, espectáculos filmados, vídeos musicais em competição, concertos e exposições é o que propõe o Muvi, o único festival português de cinema sobre música, que começa na próxima semana, em Lisboa. De acordo com a organização, a quarta edição cumpre-se entre os próximos dias 15 e 20, no cinema São Jorge, com cerca de 200 filmes, três exposições, seis concertos de música portuguesa, um cine-concerto solidário e conversas com o público.

  

Para a abertura, o Muvi escolheu um dos filmes da competição internacional. Será exibido, com a presença da realizadora, Eu, meu pai e Os Cariocas, documentário de Lúcia Veríssimo sobre 70 anos de música brasileira e a história do próprio país, a partir da vida do grupo Os Cariocas e de um dos elementos, o maestro Severino Filho, pai da realizadora.


O encerramento será com Living on Soul, de Cory Bailey e Jeff Broadway, que regista, no Apollo Theater, em Nova Iorque, várias actuações de artistas ligados à Daptone Records, entre os quais Sharon Jones e Charles Bradley, recentemente falecidos.

A programação reparte-se por várias secções competitivas: longas, curtas-metragens e vídeos musicais portugueses e estrangeiros. Nas longas-metragens há três filmes da competição portuguesa: Bangaologia, do angolano Coréon Dú, Diálogos ou como o teatro e a ópera se encontram para contar a morte de 16 carmelitas e falar do medo, de Catarina Neves — premiado em Outubro no DocLisboa —, e Fantasma Lusitano, de David Francisco e Nuno Calado, sobre o músico Jorge Bruto.


Na competição internacional de longas-metragens sobressai um maior número de filmes brasileiros, como Sotaque Elétrico, de Caio Jobim e Pablo Francischelli, Morena dos Olhos Pretos, de Isaac Dourado, e Minha Boca, Minha Arma, de Leonardo Vidigal e Delmar Mavignier. A eles juntam-se ainda, por exemplo, Queen B, Birth of an Idol, de Nicolas Maupied, sobre Barbra Streisand, e Alacrán Soy Yo, de Juan Sebastián Alvarez.

Haverá 12 curtas-metragens portuguesas em competição, como Escola do Rock Paredes de Coura 2016, de João de Sá, e Tudo o que Imagino, de Leonor Noivo, e 21 vídeos musicais de artistas como Cassete Pirata, Duquesa, Samuel Úria, Mazgani e Vaiapraia e as Rainhas do Baile.



Do programa não competitivo, destacam-se a exibição de Fábrica de Nada, de Pedro Pinho, a sessão especial em torno dos 25 anos do álbum de estreia dos Sitiados e o cine-concerto solidário de Charlie Mancini, com o filme Seven Chances, de Buster Keaton. Está previsto ainda um debate sobre activismo no cinema e na música, concertos das Clementine, Lâmina, Iguana Garcia, Electric Man, Acid Acid e Homem em Catarse e exposições de Mário Pires, Catarina Cesário e João Carlos Callixto.