Opinião

E este Natal, qual vai ser a escolha do consumidor?

É isto que se está a passar maioritariamente no mercado, independentemente da categoria de consumo, o consumidor privilegia o valor do que paga e a qualidade do que paga.

O Natal é uma das datas mais importantes para o comércio, logo, compreender o comportamento do consumidor torna-se condição essencial para as marcas que pretende levar a cabo ações de marketing com vista ao aumento de vendas nesse período e, claro, para o consumidor tonar-se essencial estar atento às melhores ofertas para fazer o maior número de compras possíveis, dentro da maior qualidade e ao melhor preço.
É dentro deste contexto que o novo site de tendências e novidades de consumo consumertrends.pt atua, não necessariamente focado na época de compras de Natal, mas com o objetivo de orientar marcas e consumidores todo o ano. A Escolha do Consumidor lança este site com um conjunto de orientações, que advêm de anos estudos e avaliações com centenas de milhares de consumidores e mais de 150 categorias e 800 marcas avaliadas.
O comportamento do consumidor tornou-se numa das mais importantes e complexas áreas na gestão e não é fácil obter hoje uma matriz de análise como há 40 anos. Hoje, além de um mercado multicanal, que vai da loja física ao online, passando pelo mobile, temos também uma diversidade enorme de segmentos de mercado: baby boomers, gerações X, Y; Z, logo analisar os comportamentos de compra isoladamente e responder a todos é uma tarefa complexa.
A exigência do consumidor é cada vez maior, independentemente da geração, e ela passa pela qualidade dos produtos e serviços, obrigatoriamente pela relação qualidade/preço, pela cada vez maior qualidade do atendimento ao cliente, que gosta de se sentir único, pela facilidade de acesso aos produtos e serviços, e pela diversidade e exclusividade. Mas também pela experiência de compra, pouco percetível por vezes, que tem que ser cada vez mais satisfatória e cumpridora da promessa da marca, para que o consumidor se possa sentir, mesmo que não assuma, envolvido com a marca.
E tudo isto nos leva à pergunta: afinal o que orienta a decisão dos portugueses na hora de comprarem? O preço/promoções ou a qualidade? Pergunte-se o que lhe importa quando compra um determinado bem? O seu impulso é responder de imediato “o preço”, ou seja, a vertente promocional (desconto, 2 por 1, mais 25% da quantidade, entre muitas outras opções que servem para valorizar o preço mais vantajoso na compra), pois o que quer dizer é que gosta de fazer a melhor compra ao melhor preço. Mas será mesmo o preço que quer referir ou no seu subconsciente o que está presente é a relação qualidade/preço.
Perante uma decisão de preço ou promoção, o consumidor tende, cada vez mais, a pensar no beneficio sobre aquele produto, na qualidade do mesmo, no que lhe vai proporcionar e qual a durabilidade dessa experiência. Apostas ou decisões focadas apenas no preço ou na promoção serão cada vez mais menosprezadas se não forem acompanhadas de um benefício diferenciador. É quase como irmos a um restaurante, escolhermos o prato mais barato e no fim não comermos quase nada porque não nos agradou, quando podíamos ter gasto mais 3 euros e ficar satisfeitos.
Preço ou Qualidade? A esta equação designamos na gíria da gestão a relação qualidade/preço ou value for money, ou seja, damos maior valor ao preço pago, beneficiámos de um conjunto de características que valorizamos e por isso estamos dispostos a pagar mais.
É isto que se está a passar maioritariamente no mercado, independentemente da categoria de consumo, o consumidor privilegia o valor do que paga e a qualidade do que paga. No primeiro caso, o Valor reveste-se de diversas formas em função do que compramos, na oferta de vantagens em acordos/parcerias; condições de contratação; prazos; processo de faturação/reembolso; quantidades; quantidade/preço; segurança. No que respeita à Qualidade, o consumidor espera, dependendo o que está em causa comprar, a eficácia, qualidade do material, testes/avaliações que comprovam os seus benefícios. Resumindo, o preço por si só não basta se à marca não for associada qualidade reconhecida.
E este Natal, qual vai ser a sua oferta senhor gestor de marca? E qual a sua escolha senhor consumidor?

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