Acordos entre PS e esquerda implicam discussão de moções de censura

Posições conjuntas que permitiram formar Governo obrigam a "reuniões bilaterais" para discussão de censuras ao Executivo.

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Jorge Ferreira/PS

Em 2015, o PS assinou três acordos com o PCP, BE e PEV para poder formar Governo. Nesses acordos não está escrito preto no branco que os parceiros têm de votar contra moções de censura, para evitarem a queda do executivo, mas obrigam a que haja um exame comum entre os partidos sobre esta matéria.

Nas posições conjuntas, os partidos comprometem-se a "examinarem, em reuniões bilaterais que venham comumente a serem consideradas necessárias, outras matérias cuja complexidade o exija ou relacionadas com: (...) moções de censura", lê-se.

Esta questão coloca-se uma vez que o CDS admitiu apresentar uma moção de censura ao executivo de Costa. A primeira deste Governo e numa altura em que, pelo menos o BE subiu o tom das críticas à actuação do Governo.

Entretanto, o PSD fez saber que não apresentará uma moção de censura ao Governo, mas sugere que votará favoralmente à dos centristas.

Para que a moção de censura fosse aprovada, ao PSD e ao CDS teria de se juntar mais deputados dos grupos da esquerda o que, a avaliar pelo que tem sido prática, será bastante difícil que aconteça.