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Merkel chega a acordo com conservadores sobre entrada de migrantes

Alemanha aceitará a entrada de 200 mil pessoas por ano, pelo menos, segundo o acordo fechado pela CDU de Angela Merkel e o partido-gémeo da Baviera, CSU.

Angela Merkel com o líder da CSU, Horst Seehofer, numa imagem de Setembro
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Angela Merkel com o líder da CSU, Horst Seehofer, numa imagem de Setembro LUSA/CARSTEN KOALL

O partido vencedor das últimas eleições alemãs, em Setembro, a CDU liderada por Angela Merkel, fechou neste domingo um acordo com os conservadores da Baviera, a CSU, sobre migração, ao abrigo do qual a Alemanha passará a aceitar a entrada no país, por razões humanitárias, de 200 mil pessoas por ano.

Este é um dos temas em cima da mesa das negociações entre os dois partidos, com vista à formação de uma coligação que dê suporte a um novo governo alemão. O acordo entre CDU e CSU – que durante décadas actuaram como um bloco no Bundestag, mas que se afastaram quando Merkel abriu as fronteiras a 890 mil pessoas, em 2015, no pico da chamada crise dos migrantes – não explicita, segundo a Reuters, que aquele número de entradas por ano seja o limite superior.

Porém, as notícias da imprensa alemã horas após o anúncio do acordo dizem coisas diferentes – e até contraditórias: segundo o Spiegel e o Die Welt, 200 mil será o número máximo. O Zeit e o Frankfurter Allgemeine dizem que "não haverá limite superior". A Reuters garante que ao abrigo do acordo agora obtido, e que pode desbloquear as próximas negociações para uma coligação, A Alemanha não mandará ninguém embora caso esse número seja ultrapassado e "a palavra limite superior não será usada". 

Certo é que Merkel aceita que caberá ao Bundestag e ao Bundesrat decidir, em caso de situações extremas como uma nova vaga de refugiados ou crise humanitária,  que política de aceitação de migrantes deve então Alemanha seguir.

A CSU reúne os conservadores da Baviera, estado que representa 15% do eleitorado alemão. Nas eleições de 24 de Setembro, a CDU venceu nas urnas e a chanceler Angela Merkel foi reeleita para um quarto mandato consecutivo, mas perdeu força no parlamento e, face à recusa de uma coligação por parte do SPD, tenta formar coligação com CSU, os liberais do FDP e Os Verdes.

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