Miss Fight: as lutas não são só para os homens

Ginásio lisboeta cria programa de treino de combate e de alta intensidade para mulheres.

Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria

Quem já passou na Avenida da República, entre o Saldanha e o Campo Pequeno, em Lisboa, no passeio do lado direito, certamente já espreitou para um ginásio onde o amarelo e o negro dominam. É o 1Fight que, como o nome indica, dá privilégio aos desportos de combate e artes marciais. Desde Setembro que existe uma aula a pensar nas mulheres, a Miss Fight.

Susana Costa é a professora, com formação em Educação Física, e uma das criadoras da "modalidade", que mistura os desportos de combate com um treino de alta intensidade. Antes de a aula começar, Susana Costa explica que esta tem uma hora de duração, que começa com um aquecimento e depois são feitos exercícios onde é testada a força e a resistência, além de ter o objectivo de tonificar os músculos.

Corrida com agachamentos e pranchas à mistura faz de imediato lembrar aqueles programas televisivos que põem pessoas obesas em quintas onde treinam até à exaustão, ou melhor, até perderem algumas dezenas de quilos. O treino prossegue com mais corrida, desta vez com pesos de sete e dez quilos, por entre os enormes sacos de boxe pendurados no tecto, como se de uma gincana se tratasse. E, por fim, há que pôr as luvas de boxe e aprender a dar socos, sempre em passo de corrida sem sair do lugar ou dançando em torno do saco. Um minuto sem parar e outro minuto no tapete, de barriga para cima e com os pés contra a parede negra, para fazer treino abdominal. Percebemos perfeitamente que estamos a trabalhar aquelas partes do corpo que qualquer mulher (ou homem) quer ter tonificadas como são as zonas da barriga, pernas e rabo.

O final do treino é mais do que bem-vindo tal é o cansaço, mas depois do banho tomado temos a certeza que conseguiríamos repetir a proeza, não de imediato, mas na próxima semana, quem sabe, com Susana Costa a gritar-nos ao ouvido e a mandar fazer flexões enquanto esperamos pela nossa vez para correr com uma bola de dez quilos entre os sacos de boxe pendurados no tecto. Não repetiríamos por masoquismo, mas pela adrenalina sentida e por compreender que os resultados – para conseguir um corpo tonificado – serão mais rápidos ali do que numa aula de zumba.

Mas porquê ter uma aula só para mulheres? "Esta modalidade surge pois temos tido uma boa adesão por parte das mulheres aos desportos de combate", responde Carla Natário, directora do ginásio. No 1Fight, 42% dos clientes são do sexo feminino. Além disso, continua a directora, "quisemos também desmascarar um pouco o mito de que 'as lutas são para os homens', pois já são muitas as mulheres que se interessam por este tipo de modalidades". 

A Miss Fight começou em Setembro e, no final do mês, a pedido das sócias, os horários tiveram de ser alargados para a hora do almoço e final da tarde. Este é um momento de "descontração e de descarregar energias", explica Susana Costa. 

Mas as mulheres não se ficam por aqui e preenchem também as suas vagas nas outras disciplinas oferecidas pelo 1Fight, do Kickboxing à Bike, passando pelo ioga ou Jiu Jitsu. "É gratificante ver a evolução pessoal quando as mulheres estão focadas num treino continuado e ver que aguentam cada vez melhor", nota Carla Natário. Aliás, Susana Costa corrobora e defende que a Miss Fight prepara as suas participantes para as outras modalidades.

O Culto fez a aula a convite do 1Fight

P24 O seu Público em -- -- minutos

-/-

Apoiado por BMW
Mais recomendações