Jean-Pierre de Oliveira trocou o stress pelo ioga e escreveu um livro

Yoga Slow Living é a proposta do professor de ioga que é um dos embaixadores do festival Wanderlust 108.

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Motivado pela irmã mais velha e depois de uma viagem à Índia, Jean-Pierre de Oliveira trocou o mundo “stressante” de um gestor de marketing pelo mundo do ioga. Começou como aluno e, à medida que foi aprofundando o seu conhecimento, acabou por tornar-se num mestre de ioga. Agora publicou o livro Slow Living Yoga e é um dos embaixadores do festival Wanderlust 108, que acontece este domingo, em Lisboa.

“Comecei a trabalhar em marketing e a minha vida depressa começou a ter um ritmo muito rápido, muito stressante, então para conseguir aguentar a minha vida profissional acabei por me aproximar cada vez mais do ioga", conta ao Culto. Esteve na Índia, em 2009, e relembra que esta viagem aconteceu num “período de transição”. “Estava a pensar deixar a vida de gestor e acabei por ficar embrenhado na cultura indiana e na filosofia do ioga, o que só veio a consolidar aquilo que eu já sentia”, continua.

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Oliveira, que se profissionalizou na área em 2009, reconhece que “nunca se falou tanto de ioga como actualmente”. A prova está no número de alunos que frequentam as suas aulas gratuitas, uma vez por mês, na Baixa lisboeta. Na última aula participaram 120 pessoas. "Como professor de ioga, tenho de dar aula remuneradas para me conseguir sustentar, mas também é importante deixar uma parte do nosso tempo disponível para dar ioga àqueles que não podem pagar e que não têm tantas possibilidades”, justifica.

E o que faz nas suas aulas? “Abordo a filosofia do ioga de uma forma muito prática, ou seja, não costumo falar muito de situações filosóficas como a importância dos deuses, mas sim como esta filosofia nos pode ajudar a viver melhor”, responde. É que, acrescenta, esta disciplina não só "ajuda física e mentalmente", como "permite acesso ao bem-estar".

É também isso que transmite no seu livro Slow Living Yoga. "Há uma mensagem fundamental na existência do ioga que mostra que não deve ser o ser humano a adaptar-se, mas sim o próprio ioga a adaptar-se ao ser humano”, defende. Por isso, tem desenvolvido técnicas do ioga a um estilo de vida mais urbano, como o yoga pure e o yoga tónico. No domingo, Jean-Pierre Oliveira estará no Wanderlust, onde dará uma aula e apresentará o seu livro. Na capa é possível ler o que defende: “Primeiro mudamos nós, depois mudamos o mundo.” 

Texto editado por Bárbara Wong