Um ano de MAAT em números

Mais de meio milhão de visitantes e 23 exposições que mostraram ao público o trabalho de 432 artistas, 137 deles portugueses. Foi assim o ano no museu da Fundação EDP.

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Filas no dia de inauguração do MAAT, a 5 de Outubro de 2016 evr enric vives-rubio

A inauguração da instalação de Bill Fontana, a coincidir com o primeiro aniversário do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), que começa a festejar-se a partir das 22h desta quarta-feira com um espectáculo ao vivo de Moullinex e que segue noite dentro com um ciclo de DJ sets que só termina às oito da manhã do dia seguinte, foi antecipada pela apresentação dos números deste ano de funcionamento do museu, uma das faces mais visíveis do mecenato cultural da Fundação EDP.

Foram mais de meio milhão as pessoas que entre Outubro de 2016 e meados de Setembro deste ano visitaram o museu ribeirinho, projecto da arquitecta britânica Amanda Levete que está entre os cinco finalistas ao prémio da revista de arquitectura e design Blueprint para o melhor edifício público do ano financiado por privados (o ano passado nesta categoria foi eleito o atelier de Zaha Hadid, com um museu em Itália), cujo vencedor será anunciado a 19 de Outubro.

A este número de visitantes, que não encontra paralelo em nenhum museu público português (o mais visitado é o dos Coches, que em 2016 recebeu 383 mil e que no primeiro semestre deste ano registou 169 mil entradas), não serão certamente estranhas a curiosidade que o seu edifício gerou nem a gratuitidade dos primeiros meses de funcionamento (de Outubro a Março), reconheceu esta manhã em conferência de imprensa o director do MAAT, Pedro Gadanho.

Para este arquitecto, o desafio que o museu enfrenta a partir de agora, ultrapassada que está a fase da novidade, reside num aumento progressivo do público internacional e na manutenção do interesse dos visitantes nacionais no que toca ao programa de exposições: “Temos de convencer os portugueses de que vale a pena voltar ao MAAT mesmo depois de já conhecerem o edifício.”

Para isso contam com obras especialmente concebidas para o museu, que partem de encomendas a artistas como Fontana, e com a participação em programas internacionais como o Artist’s Film International, promovido inicialmente pela Whitechapel Gallery de Londres e que já inclui 16 instituições espalhadas pelo mundo. A partir desta quarta-feira, integrado nesta mostra de vídeos de artistas, o MAAT apresenta uma animação de Luís Lázaro Matos, The Nomadic City of Camela.

Entre Outubro de 2016 a Outubro de 2017, precisou Gadanho, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia propôs aos seus visitantes, 30% dos quais estrangeiros, 23 exposições que deram a ver o trabalho de 432 artistas, 137 deles portugueses. De futuro, acrescentou, o objectivo é fazer cerca de 18 exposições por ano: “Não há outra instituição portuguesa com este ritmo [de exposições], com galerias de diferentes escalas […] e com grande rotatividade.”

Da programação da festa de aniversário faz ainda parte um dia aberto na quinta-feira. Isto quer dizer que no feriado o MAAT será gratuito entre as 11h e as 19h (o novo horário do museu) e que terá à disposição dos visitantes um extenso programa com oficinas para crianças, o filme de animação The Nomadic City of Camela, uma conversa com o artista Bill Fontana e visitas guiadas que incluem a recém-inaugurada exposição Quote/Unquote (com a comissária Gabriela Vaz-Pinheiro).

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