Governo prolonga período crítico do sistema de defesa da floresta

Meio de combate a incêndios florestais vão ser reduzidos no domingo.

A área ardida foi a maior da última década e a terceira desde que há registos
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A área ardida foi a maior da última década e a terceira desde que há registos Nelson Garrido

O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta, que prevê a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais, foi esta sexta-feira prolongado até 15 de Outubro devido às condições meteorológicas.

Segundo uma portaria assinada pelo secretário de Estado das Florestas, o prolongamento do período crítico e a respectiva adopção de medidas e acções especiais de prevenção de incêndios florestais, que normalmente termina a 30 de Setembro, deve-se a "circunstâncias meteorológicas excepcionais prováveis para a primeira quinzena de Outubro".

Este prolongamento não está relacionado com os meios de combate a incêndios florestais, cuja fase Charlie termina no sábado, com a redução de meios no terreno a partir de domingo.

"Temperaturas com valores acima do que é padrão para a época, uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação e níveis muito elevados de valores acumulados de severidade meteorológica diária, fazem prever uma manutenção do risco de incêndios em níveis elevados", refere um comunicado do gabinete do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas.

Durante o período crítico de incêndios é proibido, nos espaços florestais ou agrícolas, "fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimas ou queimadas, lançar foguetes e balões de mecha acesa, fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas, fazer circular tractores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés".

A fase Charlie, a época mais crítica em incêndios florestais, termina no sábado com mais de 230.000 hectares de área ardida, a maior da última década e a terceira desde que há registos, e a morte de 64 pessoas em Pedrógão Grande.

Durante esta fase, em que o dispositivo está na sua máxima força, estiveram envolvidos 9740 operacionais e 2065 viaturas, apoiadas por 48 meios aéreos e 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

Os meios de combate vão ser reduzidos a partir de domingo com a entrada da fase Delta, que termina a 31 de Outubro, mobilizando 5518 elementos e até 1307 veículos.

Nesta fase os meios aéreos são 22 até 5 de outubro, 18 até 15 de outubro e dois até 31 de outubro, podendo ser reforçado até um máximo de oito, sendo seis da frota do Estado.

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