Google diz que sites móveis portugueses são dos mais lentos na Europa

Um estudo da multinacional mostra que é preciso esperar mais de dez segundos para aceder a um site português via smartphone. Mas a lentidão é geral nos sites europeus.

Portugal é só um segundo mais lento que a média europeia
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Portugal é só um segundo mais lento que a média europeia neg nelson garrido

Em média, tem de se esperar cerca de 10,2 segundos para abrir uma página web portuguesa no telemóvel. Mas a realidade não é muito melhor no resto da Europa – os sites de Portugal são só um segundo mais lentos do que a média europeia. É um problema, alerta o Google, quando 53% das pessoas desistem de ver um site que não carregou passados três segundos.

A informação surge num estudo da multinacional americana – cujos dados sobre a Europa foram divulgados nesta quarta-feira – em que foram analisadas, em 17 países europeus, as principais páginas de entrada de sites de 11 sectores diferentes (desde a indústria automóvel, ao entretenimento, governo e retalho, entre outros). Em Portugal, os sites de entretenimento apresentavam os melhores resultados, e os sites do Governo e educação, os piores.

A grande conclusão do Google, porém, é que mais de metade dos sites móveis europeus não tem a rapidez que as pessoas querem. Mesmo a Alemanha que revela o melhor desempenho (com uma média de carregamento de 8,1 segundos), está cinco segundos acima do que é considerado ideal.

No geral, os piores resultados vêm dos sites de retalho e da indústria automóvel. É uma questão para a qual a equipa do Google está a alertar com vários estudos. 

"Os resultados deste estudo deverão ser olhados com atenção", explica Frederico Costa, do Google Portugal na divulgação destes resultados. "Atendendo que quase um em cada três compras online, decorrem hoje no mobile é fácil ver que existem imensos motivos para melhorar a velocidade do mobile e imensas oportunidades para aproveitar e capitalizar" .

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A causa dos problemas, em geral, é de se tentarem criar sites para telemóveis com os mesmos elementos que para a web. A solução tem de vir do design e programação. “Incluir rapidez como parte do design [para mobile] do site não é diferente de uma adaptação às limitações de outros meios. Não se cria um anúncio a cores para um jornal impresso a preto e branco, ou um vídeo de 30 segundos quando o limite são 15”, alerta Jason Cohen, um director do Google, num tutorial com conselhos sobre a criação de páginas mobile.

No comunicado de hoje, o Google sugere a criação de sites com menos imagens e ficheiros pesados no topo da página para que "os utilizadores achem que o site já está todo carregado mais cedo."

Desde 2015 que a multinacional disponibiliza um programa em código aberto (criado em conjunto com o Twitter) para melhorar a rapidez das páginas web e a sua acessibilidade via aparelhos móveis. Dois anos mais tarde, o Acelerador de Páginas Móveis do Google (conhecido pela sigla inglesa, AMP) já foi utilizado para publicar mais de dois mil milhões de páginas. 

Qualquer pessoa também pode avaliar o desempenho do seu site e receber sugestões de correcções, através da ferramenta Test My Site, que o Google disponibiliza gratuitamente desde Janeiro.