As jóias vão "contar histórias" aos visitantes da Portojóia

Feira de ourivesaria e relojoaria reúne 158 expositores até domingo em Matosinhos.

A exposição há um ano, em Matosinhos
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A exposição há um ano, em Matosinhos Paulo Pimenta

A edição 2017 da feira de ourivesaria e relojoaria Portojóia, que decorre de quinta-feira a domingo em Matosinhos, promete pôr as jóias a "contar histórias", pela voz dos 158 expositores presentes, aos cerca de dez mil visitantes esperados.

Apresentando-se como "a maior feira do sector em Portugal", a Portojóia terá como tema da edição deste ano Jewels Tell Stories ("As jóias contam histórias"), prevendo a organização manter o "crescimento assinalável" que "tem vindo a registar, ao longo das edições, quer ao nível do número de expositores, quer do volume de negócios realizado".

"Em 2016, o certame contou com a presença de 150 expositores, que deram a conhecer as suas novidades a aproximadamente dez mil visitantes, cerca de 300 dos quais estrangeiros", adiantou a directora da feira, Amélia Monteiro.

Além dos espaços de exposição, a organização apresenta actividades como um encontro de bloggers e workshops intitulados A História das Marcas e Contrastes, O Profissional da Joalharia, Ourivesaria e Relojoaria do Futuro — Social Selling, Alerta: Diamantes Sintéticos e Breve História da Joalharia Contemporânea em Portugal.

Pela segunda vez será atribuído o prémio Best of, que reconhece os melhores do sector da joalharia nas categorias Designer Revelação, Melhor Inovação (Técnica e Materiais), Melhor Montra em Loja e em Feira, Melhor Stand, Melhor Loja Física, Melhor Loja Online e Prémio Carreira.

Já na zona Trendspot — Exploration será possível conhecer as jóias que, de acordo com especialistas, melhor projectam as tendências para 2018/2019, estando as tendências agrupadas nos temas Artistical, Futuristical, Biomimetical e Fantastical.

Entre os expositores presentes, 35% são marcas de jóias, 25% são importadores de marcas, 15% são fabricantes, 20% são produtores de software e máquinas e 5% são designers de autor.

Quanto aos visitantes, são em cerca de 80% ourivesarias, joalharias e relojoarias, tendo as categorias "outros profissionais do sector", "estudantes e decoradores" um peso de 10%.

A edição 2017 da Portojóia será ainda palco da apresentação, na sexta-feira, da Portugal Gemas Academy, uma escola online de pedras preciosas e gemologia que se propõe disponibilizar em português informação técnica a profissionais e interessados na actividade.

Segundo os promotores do projecto, este visa "colmatar uma lacuna na oferta de formação técnica que existe em língua portuguesa, permitindo o acesso a informação especializada e generalista a quem a procura, por razões profissionais ou pessoais, e que está ora deslocado dos grandes centros urbanos, em locais onde há escassa oferta de cursos presenciais, ora tem um estilo de vida não compatível com a realização de formações em horários rígidos".

"A escola resulta de um longo período de produção de conteúdos desde 2008, ano em que se lançou a revista Portugal Gemas que, a partir de 2010, passou a ser uma popular página de gemologia e pedras preciosas em português", adiantam.

A dirigir o projecto está o gemólogo Rui Galopim de Carvalho, com mais de 20 anos de experiência em formação profissional nesta área e apresentado como "uma reconhecida autoridade na matéria a nível mundial".