PDR considera “pecaminoso” haver falta de saneamento em Bragança

Manuel Vitorino, candidato do PDR, aponta para a falta de saneamento, de transportes e de uma visão estratégica do território como falhas do executivo, que alega ter excedente financeiro.

“Inércia e imobilismo” do actual executivo foram os motivos que levaram Manuel Vitorino a candidatar-se à Câmara de Bragança.
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“Inércia e imobilismo” do actual executivo foram os motivos que levaram Manuel Vitorino a candidatar-se à Câmara de Bragança. Hugo Santos

O candidato do Partido Democrático Republicano (PDR) à Câmara de Bragança, Manuel Vitorino, considerou “pecaminoso” haver falta de saneamento no concelho, quando o executivo social-democrata alega ter excedente financeiro. “Não pode haver um presidente de câmara que se vanglorie de ter dinheiro — dez milhões ou oito milhões de euros — quando, de facto, há falta de saneamento”, afirmou o candidato, que criticou também a falta de água em algumas aldeias.

Manuel Vitorino apontou que “a água, em grande parte das aldeias, é transportada em autotanques, em condições de salubridade adversas”, quando a Barragem de Veiguinhas, construída recentemente para abastecimento público, está “completamente cheia”. “Nem sei como é que as populações não se revoltam contra esta arrogância”, referiu.

No final da primeira semana de campanha eleitoral, Manuel Vitorino diz que o que forçou a sua candidatura foi “a inércia e o imobilismo” dos últimos anos de liderança do PSD e o que considerou a falta de oposição. “Porque, de facto, não houve oposição com os vereadores do PS. Parece mais um acordo de cavalheiros”, declarou.

O candidato do PDR propõe-se “estabelecer um diálogo permanente com o povo, através de uma caixa de recolha de sugestões”, e, da análise que fez, concluiu que “falta tudo: uma visão estratégica do território, um estudo de vocação regional e uma feira regional onde os autarcas se unam para promoção dos nossos produtos”. “Falta uma feira grande onde possamos dar a conhecer à Europa e ao mundo os nossos produtos e não andar uns contra os outros, porque uns contra os outros não crescemos”, exemplificou.

A ausência de valências nos hospitais da região é outra das preocupações do candidato, que quer dizer “às pessoas que a vida de um nordestino vale tanto como a vida de um portuense ou de um conimbricense ou de um lisboeta”. A mobilidade “é uma vergonha” no concelho de Bragança, na opinião do candidato que enumera a falta de soluções de transportes públicos: “Nem para o centro de saúde, nem para o hipermercado, nem para visitar um amigo. As pessoas mais idosas estão forçadas a ficar em casa, é uma autêntica prisão.”
Os candidatos à Câmara de Bragança são o actual presidente, do PSD, Hernâni Dias, Carlos Guerra, do PS, Francisco Pinheiro, do CDS-PP, António Morais, da CDU, José Freire, do Bloco de Esquerda, e Manuel Vitorino, do PDR.