Kipchoge ganha maratona de Berlim, mas recorde do mundo permanece de pé

A prova reuniu o segundo, terceiro e quarto melhores de sempre na distância.

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Eliud Kipchoge LUSA/ARMANDO BABANI
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A maratona de Berlim, na sua 44.ª edição, habituou os interessados pelo atletismo a que nela fossem estabelecidos recordes mundiais no lado masculino, e a corrida deste domingo prometia renovar a tradição, pois estavam presentes o segundo (Kenenisa Bekele, Etiópia, 2h03m03s), o terceiro, e campeão olímpico, (Eliud Kipchoge, Quénia, 2h03m05s) e o quarto (Wilson Kipsang, Quénia, 2h03m13s) melhores de sempre na distância.

Aconteceu algo também previsível, com a vitória de Eliud Kipchoge, mas desta feita o máximo mundial oficial (Denis Kimetto, 2h02m57s) aguentou-se. Ainda assim Kipchoge obteve a melhor marca mundial de 2017, com 2h03m32s - era de Kipsang, com 2h03m58s em Fevereiro - fazendo o segundo tempo da sua carreira; em nove maratonas só não ganhou por uma vez, precisamente em Berlim, em 2013.

A corrida também não permitiu o grande embate a três muito antecipado. Kenenisa Bekele, que ainda é o recordista mundial dos 5000m e 10.000m, atrasou-se depois de metade e desistiu cerca de nove quilómetros adiante, e pela mesma altura, mas de forma abrupta, Kipsang também abandonou. No entanto, Eliud Kipchoge não teve facilidades, dado que o ainda jovem (27 anos em Outubro) etíope Guya Adola acabou por se manter colado a ele praticamente nos 12 quilómetros finais, e tentou mesmo escapar para a vitória aos 37km, chegando a ter dois/três segundos de avanço. Porém, Kipchoge, a seguir aos 40km, colocou um ataque decisivo para chegar à sétima maratona consecutiva a ganhar.

Guye Adola tardou 14 segundos na meta, e o seu resultado de 2h03m46s constituiu a melhor estreia de sempre na maratona, para um atleta especializado até agora na meia-maratona, distância em que havia sido terceiro nos Mundiais de 2014; agora tornou-se no sétimo melhor de sempre nos 42.195m. O seu compatriota Mosinet Geremew foi terceiro, com um máximo pessoal por mais de quatro minutos, com 2h06m12s.

No lado feminino, triunfou a queniana Gladys Cherono, de 34 anos, que superou um ano marcado pelas lesões para se impor com o muito bom tempo de 2h20m23s, também a segunda marca da carreira, depois das 2h19m25s que lhe deram o triunfo no mesmo percurso em 2015. Seguiram-se com recordes pessoais a etíope Ruti Aga (2h20m41s) e a queniana Valary Ayabei (2h20m53s).

A portuguesa Catarina Ribeiro finalizou no nono lugar, como quinta melhor europeia, com 2h33m13s, bastante distante do recorde pessoal que conseguiu na sua estreia na distância, 2h30m10s, no Porto, em Novembro passado.