Marcelo diz que ainda não falou com Costa sobre jogos no dia das eleições

O Presidente da República voltou a pedir que o caso de Tancos tenha "a celeridade desejável" e escusou-se a falar sobre a greve dos enfermeiros "a duas semanas das eleições locais.

Marcelo recebeu esta terça-feira o Presidente da Costa do Marfim
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Marcelo recebeu esta terça-feira o Presidente da Costa do Marfim Reuters/PEDRO NUNES

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta terça-feira que ainda não teve oportunidade de falar com o primeiro-ministro, António Costa, sobre o agendamento de jogos de futebol para o dia das eleições autárquicas.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) marcou quatro jogos para esse dia de eleições, domingo, 1 de outubro, incluindo o clássico Sporting-FC Porto, com início às 18h, e o jogo Marítimo-Benfica, às 20h15.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a possível interferência destes jogos na participação eleitoral durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, no Palácio de Belém, em Lisboa. 

"Não tive ainda oportunidade de falar sobre essa matéria com o senhor primeiro-ministro", respondeu o chefe de Estado, sem adiantar mais sobre este assunto. Mas com esta resposta, o chefe de Estado sugere que irá abordar o assunto com António Costa, o que poderá acontecer ainda esta terça-feira, na reunião semanal com o primeiro-ministro, antecipada esta semana devido à ausência do chefe de Estado de quarta a sexta-feira. Marcelo vai assistir ao funeral do bospo do Porto, que se realiza na quarta-feira, e dali segue para Malta, em visita oficial que decorrer até sexta-feira.

A comunicação social perguntou também ao Presidente da República se partilha a opinião do ministro da Defesa de que pode, afinal, não ter havido furto de material militar em Tancos, e interrogou-o ainda sobre a greve dos enfermeiros.

Marcelo Rebelo de Sousa não respondeu directamente à primeira questão, limitando-se a reiterar que espera que a investigação de factos e responsabilidades tenha "a celeridade desejável".

Quanto à greve dos enfermeiros, também nada disse, alegando, uma vez mais, que o Presidente da República não deve fazer "qualquer tipo de apreciação sobre questões sociolaborais em curso, ademais a duas semanas das eleições locais".