Até houve casting de galinhas para escolher as mais belas. É o fim do Há Festa na Aldeia

No próximo fim-de-semana, Ul vai festejar com bailes, exposições, yoga, concerto e galinhas. No sábado à noite, às 22h30, há concerto dos Kumpania Algazarra.

Cartaz com a galinha vencedora de Ul, em Oliveira de Azeméis
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Cartaz com a galinha vencedora de Ul, em Oliveira de Azeméis. DR
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Cartaz com a galinha vencedora de Porto Carvoeiro, em Santa Maria da Feira. DR
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Cartaz com a galinha vencedora de Areja, em Gondomar. DR
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Cartaz com a galinha vencedora de Burgo, em Felgueiras. DR
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Cartaz com a galinha vencedora de Vilarinho de S. Roque, em Albergaria-a-Velha DR

Anda tudo à volta de galinhas. Com penas brancas, vermelhas, verdes, castanhas ou pretas. Umas com um ar destemido, outras com ar surpreendido. Todas gallus gallus domesticus mas com nomes familiares diferentes como Garni Zé, Pintada, Zeus, Capão e Hércules. Elas são o mote da edição deste ano do Há Festa na Aldeia, um ciclo de festivais de dois dias com música, desporto e gastronomia em Albergaria-a-Velha, Felgueiras, Gondomar, Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis. A última festa do ciclo é no próximo fim-de-semana em Ul, Oliveira de Azeméis.

Alex Ten Napel, fotógrafo holandês que começou a fotografar galináceos na sua terra natal, foi convidado para integrar a edição deste ano do Há Festa na Aldeia. Em Abril, esteve em Ul e organizou um casting de galinhas para descobrir as mais bonitas da aldeia. “Os habitantes trouxeram as galinhas que acharam mais bonitas e a vencedora de cada aldeia tornou-se a protagonista de um cartaz. São o elemento comum a todas as aldeias”, explica Ana Margarida Almeida, responsável pela comunicação do certame.

À Lusa, o fotógrafo afirmou em Abril que as galinhas “têm fama de animais estúpidos, mas têm personalidade e só não parecem espertas quando estão assustadas ou ansiosas”. E revelou que gosta destes animais por eles não fazerem pose. “Quando se olha para galinhas, olha-se de cima para baixo, mas o que eu quero mostrar é que elas têm carácter, que podem parecer modelos, ginastas, ou directores executivos de grandes empresas”, explicou.

“Este festival é o resultado de um ano de trabalho”, começa por explicar Ana Margarida Almeida. Durante o ano, a organização do Há Festa na Aldeia promove oficinas, formações e eventos com o propósito de potenciar as capacidades dos habitantes das aldeias. “Há pessoas com muito saber, mas por vezes sem meios. Damos-lhes as ferramentas para que possam criar e fazer pequenos negócios, como no mercado do festival”, afirma.

Vilarinho de S. Roque, em Albergaria-a-Velha, Burgo, em Felgueiras, Areja, em Gondomar, Porto Carvoeiro, em Santa Maria da Feira e Ul, em Oliveira de Azeméis são “aldeias que estão perto de grandes centros urbanos”, o que na visão de Ana Margarida Almeida faz com que estas pequenas localidades sejam “asfixiadas e não se desenvolvam tanto”. “Apostamos nos habitantes enquanto agentes de mudança”, esclarece, reiterando assim a intenção de desafiar os moradores a “serem capazes de promover o seu território, aumentar o turismo e torná-lo sustentável”.

A edição deste ano começou em Junho em Vilarinho de S. Roque e termina no próximo fim-de-semana em Ul. Nos dias 9 e 10 de Setembro, a aldeia vai-se dividir em quatro núcleos - Ul, Travanca, Loureiro e Azevinheira - para a Chegada da Galinha, instalação feita pela população, para ouvir ranchos folclóricos, cavaquinhos, o coro e a Kumpania Algazarra. Haverá ainda uma oficina de cestaria em papel, uma aula de yoga no jardim e vão ser contadas histórias da aldeia. Estas são apenas algumas das iniciativas organizadas para os dois dias de festival, que contam ainda com jogos tradicionais, o mercado da aldeia e exposições, como a Galinhas de Alex Ten Napel, que deu o mote ao evento.

O Há Festa na Aldeia, criado em 2013, é organizado pela Associação do Turismo de Aldeia, em parceria com a Associação de Desenvolvimento Regional de Terras de Santa Maria, os Municípios e as associações locais. Além disso, conta com o ao apoio da iniciativa Portugal Inovação Social – Instrumento de Financiamento Parcerias para o Impacto, no âmbito do programa Portugal 2020.

Texto editado por Ana Fernandes