Área ardida já ultrapassa os 223 mil hectares

Dados são do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais. Este já é o pior ano da década.

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ADRIANO MIRANDA

Até ao momento já arderam em Portugal 223.275 hectares com os fogos rurais que têm fustigado o país, segundo revela o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS, na sigla em inglês) no seu site na Internet.

Mais de metade desta área situa-se no Pinhal Interior Norte (59.703 hectares) e no Sul (55.344 hectares), onde no total o fogo consumiu mais de 115 mil hectares de floresta. A terceira região mais fustigada, segundo o EFFIS, foi o Douro, com 27.502 hectares.

A região das beiras também tem sido este ano especialmente atingida. Na Beira Interior Norte 18.482 hectares foram consumidos pelos fogos e na Beira Interior Sul, 14.378 hectares.

Os números divulgados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (APNC) no início da semana são ligeiramente inferiores, mas deverão ser rectificados no próximo balanço. Segundo esta entidade, desde o princípio do ano até à última segunda-feira, tinham ardido em Portugal 188 mil hectares, resultado de 12.347 ocorrências de fogo, mais 3400 do que em igual período do ano passado, durante o qual arderam 116 mil hectares.

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O Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais faz estimativas com base em 80% da área total ardida; os dados são depois confirmadas pelas autoridades nacionais. Assim, os totais contabilizados tendem a ser mais elevados. Nas estatísticas de área ardida divulgadas desde 1980 pelas autoridades nacionais, o ano de 2003 continua a figurar como o pior, com 425.726 hectares. Segue-se 2005, com 338.262 hectares consumidos pelo fogo. O ano de 2008 é o que apresenta melhor registo, com apenas 17.244 hectares atingidos pelas chamas.

Este ano está a verificar-se um novo fenómeno, com boa parte dos incêndios a começarem durante a noite. Dos 951 incêndios que ocorreram entre os dias 22 e 28 de Agosto, 353 deflagraram durante a noite, tal como já tinha acontecido na semana anterior, segundo o comandante operacional de Protecção Civil revelou no início da semana.

Rui Esteves disse que, mais uma vez, 37% dos incêndios deflagraram à noite, sendo que essa percentagem aumentou para 42% nos dias 25 e 26.