Gestão da Autoeuropa afirma que adesão à greve foi de 41%

Unidade do grupo Volkswagen garante que a adesão à greve não foi além de 41% da força laboral. A produção esteve “completamente parada” defendem os sindicatos

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LUSA/RUI MINDERICO

A greve convocada para esta quarta-feira, 30 de Agosto, "na fábrica da Volkswagen Autoeuropa", em Palmela, "teve uma adesão de 41% do total dos colaboradores", revelou a empresa esta quarta-feira, em comunicado enviado às redacções. A gestão da Autoeuropa defende ainda o "diálogo" - mas com a comissão de trabalhadores, apesar de já ter acordado uma reunião com os sindicatos na próxima semana.  

A administração da Autoeuropa, fábrica da Volkswagen em Palmela, reconhece contudo que houve um “impacto negativo desta paralisação”. E que, apesar da greve, “a empresa continua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego". A unidade insdutrail emprega perto de 4.000 trabalhadores. 

"Este compromisso deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo [o T-Roc], que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana", acrescenta o comunicado da Autoeuropa.

A administração da fábrica de Palmela sublinha ainda que "para atingir este objetivo, é essencial dar continuidade ao processo de diálogo", mas, frisa, "com uma comissão de trabalhadores eleita, à semelhança das boas práticas laborais da Volkswagen Autoeuropa e do grupo Volkswagen". 

Recorda ainda que "a eleição da nova comissão de trabalhadores [que negociou o acordo com a empresa que posteriormente foi recusado pelo Site Sul] terá lugar no próximo dia 3 de Outubro". "Até lá", conclui, "serão ouvidas as partes envolvidasneste processo". Recorde-se que admnistração e sindicatos da Autoeuropa agendaram já uma reunião para o próximo dia 7 de Setembro, conforme anunciaram os representantes sindicais à Lusa. 

Durante o dia, os sindicatos que convocaram a paralisação de 24 horas (entre as 23h30 de terça-feira, 29 de Agosto e as 00h00 de quinta-feira, 31 de Agosto) garantiram que a adesão à greve foi “significativa” e que levou à paragem da produção na construtora automóvel.

 “Há secções inteiras em que nem sequer a energia e electricidade foi posta a funcionar. Nada vai arrancar, não há condições para haver produção hoje”. “O resultado vai ser o mesmo: paralisação completa. Esta greve começa já a cumprir os seus objectivos”, disse na manhã desta quarta-feira o sindicalista José Carlos Silva, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (Sitesul), à TSF, sem conseguir ainda adiantar números concretos da adesão à greve.

Já à agência Lusa, Eduardo Florindo, do mesmo sindicato, falou em centenas de trabalhadores que aderiram ao protesto que se prolonga até à meia-noite, na fábrica da Volkswagen em Palmela: "Há centenas de trabalhadores em greve que estão concentrados aqui à entrada da empresa", disse.