CGD volta a Almeida, sem balcão mas com atendimento

Vice-presidente da autarquia, Alberto Morgado, garante que reabertura das instalações do banco será efectuada "brevemente", sem adiantar datas. Para a CGD, o acordo com Almeida não implica retomar agência

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Anúncio do encerramento do balcão de Almeida provocou várias manifestações dos habitantes do concelho, em Maio LUSA/MIGUEL PEREIRA DA SILVA

Promessa de autarca/candidato: o balcão de Almeida da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai reabrir em breve com um colaborador e, mais tarde, passará para as instalações da autarquia, avançou esta segunda-feira o vice-presidente da autarquia à Lusa. Segundo Alberto Morgado, vice-presidente da Câmara Municipal de Almeida, a reabertura das instalações será efectuada "brevemente", sem adiantar datas.

O autarca explicou à Lusa que o município assinou um protocolo com a CGD, na terça-feira, que "permite alargar as respostas dos serviços bancários às instituições públicas, aos privados e às empresas, ainda que mantendo-se a extinção do código 0057 [correspondente] à ex-agência de Almeida".

"Conseguimos, também, com esse protocolo, manter presença humana diária e permanentemente" nas instalações da CGD que actualmente apenas possuem atendimento automático, apoiado por uma funcionária, acrescentou.

A questão do reforço da presença da CGD em Almeida, contudo, já levou contudo a um esclarecimento do banco público. Fonte oficial da CGD garantiu ao PÚBLICO que “o acordo alcançado entre a Caixa Geral de Depósitos e a Câmara Municipal de Almeida não implica a reabertura da agência de Almeida, que foi definitivamente encerrada”. 

Haverá então um acordo, entre CGD e Câmara Municipal de Almeida, em que há "presença humana e permanente" em vez de uma caixa automática irá servir os clientes, o que se poderá considerar um "balcão" de atendimento do banco público, mas, tecnicamente, não será uma "agência" da CGD em Almeida - que foi extinta e não reabrirá, reforçou esta segunda-feira a instituição liderada por Paulo Macedo. Recorde-se que, quando a decisão foi conhecida (e contestada) a CGD tinha prometido colocar um ou dois funcionários na sede da vila, potencialmente na Junta de Freguesia, para dar algum apoio aos clientes. Afinal, segundo este acordo, isso deverá acontecer nas instalações da própria câmara.

O vice-presidente da autarquia confirmou, de resto, isto à Lusa: que por parte do banco foi também garantido "que a colaboradora em funções passará a exercer a sua actividade nas atuais instalações da CGD, ainda que provisoriamente, uma vez que o protocolo contempla uma solução acordada entre as partes e as [futuras] instalações da Caixa serem concebidas nas instalações da Câmara Municipal de Almeida".

"Os clientes da ex-agência [de Almeida] serão informados do alargamento e das condições na prestação dos serviços bancários", rematou.

Segundo Alberto Morgado, "aquilo que inicialmente estava previsto, que era transitoriamente existir presença humana e atendimento em área automática, passou a ser [em breve] atendimento presencial permanente, indo ao encontro das necessidades das repartições públicas, dos particulares e das empresas, uma vez que se trata de uma sede de concelho".

O autarca explicou que o antigo balcão da CGD de Almeida, onde estão serviços automáticos, "não operacionaliza todas as opções, mas passará a operacionalizar, no mais curto espaço possível de tempo". Indicou que ali vão passar a "ser feitos todos os actos bancários, excepto o serviço de caixa tesouraria presencial".

O encerramento do balcão da CGD da vila de Almeida, no distrito da Guarda, foi anunciado em Abril. Logo nessa altura, os habitantes e os autarcas do concelho de Almeida manifestaram-se contra essa possibilidade e chegaram a ocupar as instalações.

Após o encerramento da agência, em Maio, as acções de protesto foram realizadas em Vilar Formoso - onde funciona a única agência da CGD do concelho de Almeida - e os ânimos só acalmaram após o presidente da Câmara Municipal, António Baptista Ribeiro, ter reunido, no dia 16 de maio, com o Presidente da República.

O fecho da agência de Almeida faz parte do plano da CGD para encerrar 61 agências por todo o país e consta da reestruturação do banco público acordada com a Comissão Europeia, na sequência da recapitalização de cerca de 5.000 milhões de euros.

(Actualizado às 16h30m com posição da CGD sobre agência de Almeida)

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