Tiros de caçadeira e acidente com grua levam a falhas em 53 estações do SIRESP

Rede de emergência nacional esteve em baixo esta manhã nos distritos de Vila Real e Bragança.

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Estação móvel do SIRESP RG Rui Gaudencio

Durante a manhã desta sexta-feira, e pelo menos durante cerca de duas horas, a rede de emergência nacional esteve em baixo nos distritos de Vila Real e Bragança, uma situação que afectou 53 estações do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). Desta vez não foram os incêndios, mas tudo por causa de um duplo incidente que envolveu uma grua e tiros de caçadeira. Eventos "não coincidentes", diz a PT em comunicado, mas como aconteceram no mesmo local, estão agora a ser investigados pela Polícia Judiciária.

A Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) deu esta manhã conhecimento que tinha havido durante a manhã perturbações no SIRESP nos distritos de Vila Real, Viseu e Faro. Contudo, a PT, em comunicado, informa apenas que foram identificados "constrangimentos na rede de telecomunicações nos distritos de Vila Real e Bragança". A ANPC comunicou a "existência de constrangimentos ao oficial de ligação à PT" às 9 da manhã e, garante a empresa, às 11h18 "o serviço ficou totalmente reposto".

No comunicado enviado às redacções, a PT admite que houve incidentes que afectaram "em dois sítios centrais da rede PT e que afectaram as múltiplas redundâncias do Anel da Rede Core da PT no local" e por isso houve um "impacto nos serviços" que levou a que "53 estações base SIRESP" tenham entrado naquilo a que se chama "modo local", permitindo apenas a comunicações entre terminais dos agentes da Protecção Civil (GNR, bombeiros, oficiais, etc) que estejam registados na mesma estação.

Mas afinal o que aconteceu? De acordo com a PT, houve "em dois locais diferentes mas em simultâneo" dois incidentes que afectaram centrais da empresa. "Tiveram origem em 'acidente com uma grua e tiros de caçadeira'", conta a empresa. No detalhe, a PT diz que "o constrangimento provocado por tiros de caçadeira deu-se por duas vezes não coincidentes exactamente no mesmo local". 

Na sequência deste incidente, a ANPC desconfiou do sucedido e informou a PT de que tinha a "intenção de remeter os factos descritos para investigação da Polícia Judiciária". A empresa acompanha a ANPC nessa queixa.