Trump reage a ataque de Barcelona citando uma história falsa

O Presidente norte-americano já tinha invocado a história falsa durante a sua campanha, que foi desmentida na altura. Esta quinta-feira voltou a fazê-lo.

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Reuters/KEVIN LAMARQUE

Depois de ter demorado dois dias a condenar os ataques da extrema-direita que resultaram na morte de uma mulher de 32 anos em Charlottesville, no estado da Vírginia, Donald Trump precisou apenas de algumas horas para reagir ao ataque terrorista em Barcelona. No entanto, fê-lo invocando uma história falsa sobre o general John J. Pershing, um líder militar norte-americano que serviu durante a I Guerra Mundial.

O Presidente dos EUA pediu aos norte-americanos para “estudarem o que o General Pershing fez aos terroristas quando os apanhou” e garante que “não houve mais terror radical islâmico durante 35 anos”. No entanto, a história a que Trump se refere é uma invenção e já foi desmentida várias vezes no passado.

“Ele apanhou 50 terroristas que provocaram tremendos prejuízos e mataram muitas pessoas. E ele apanhou os 50 terroristas, apanhou os 50 homens e mergulhou 50 balas em sangue de porco – vocês já ouviram esta história, certo? Ele pegou nas 50 balas e depois mergulhou-as em sangue de porco. E ele fez com que os seus homens carregassem os revólveres e alinhou as 50 pessoas, disparando sobre 49. E à 50.ª pessoa ele disse: vai ter com o teu grupo e diz-lhe o que lhes aconteceu. E durante 25 anos não houve nenhum problema. Ok? Vinte e cinco anos, não houve nenhum problema”, afirmou Trump em campanha, no estado de Carolina do Sul, ainda em Fevereiro de 2016.

A descrição soa a um guião de um filme de Hollywood e de facto é ficcional. A história contada (e agora recontada) por Trump nunca aconteceu e existem até registos biográficos do general com um discurso pacífico de forma a evitar inflamar o extremismo religioso.

No seu mais recente tweet, Trump não só repete uma história falsa, como lhe acrescenta 10 anos. 

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