Oito ataques com veículos na Europa em pouco mais de um ano

Camiões e carros foram usados como arma nas ruas de algumas das principais cidades europeias.

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A Ponte de Londres depois do ataque em Junho Reuters/DYLAN MARTINEZ

Esta quinta-feira, pelo 13 pessoas morreram e mais 80 ficaram feridas após um atropelamento na Rambla, no centro da cidade de Barcelona. Uma acção terrorista já reivindicada pelo Daesh. É o oitavo ataque em pouco mais de um ano em que veículos foram usados como armas.  

14 de Julho de 2016, Nice, 84 mortos

Um camião de 19 toneladas foi lançado contra a multidão que assistia no Passeio do Ingleses, em Nice, aos festejos do Dia da Bastilha, o feriado nacional de França. Ao volante estava Lahouaiej, um francês de origem tunisiana, que agiu em resposta aos apelos do Daesh “para tomar como alvo os cidadãos dos países que tentam combater” contra o grupo jihadista, que acabou por reivindicar o atentado.  

19 de Dezembro de 2016, Berlim, 12 mortos

Um outro camião foi usado contra os frequentadores de um mercado de Natal na praça de Breitscheid, uma das mais movimentadas de Berlim, matando 11 pessoas e ferindo outras 48. O condutor do camião fugiu, mas a polícia encontrou no interior o motorista polaco, morto pelo tunisino Anis Amri ao apoderar-se do veículo. Amis conseguiu fugir mas seria abatido quatro dias depois pela polícia italiana em Milão.  

22 de Março de 2017, Londres, 6 mortos

Khalid Masood, um britânico convertido ao islão, fez o automóvel que conduzia galgar o passeio pedonal da ponte de Westminster, matando cinco pessoas – uma delas só foi encontrada dias depois, no Tamisa – e provocando ferimentos em dezenas de outras. Masood fez embater o carro contra o gradeamento do palácio de Westminster e esfaqueou mortalmente um polícia desarmado que guardava o edifício, antes de ser abatido a tiro. O ataque foi reivindicado pelo Daesh.

7 de Abril de 2017, Estocolmo, 4 mortos

Quatro pessoas morreram e 15 ficaram feridas com gravidade quando Rakhmat Akilov, um uzbeque a quem as autoridades suecas tinham rejeitado o pedido de asilo, usou um camião roubado contra quem circulava na principal artéria pedonal do centro de Estocolmo. O atacante fugiu mas foi detido pouco depois de ter sido identificado através de câmaras de vigilância. Teria jurado fidelidade ao Daesh pouco antes do ataque.

3 de Junho de 2017, Londres, 8 mortos

Uma carrinha galgou o passeio da London Brigde, no centro da capital britânica, atropelando dezenas de pessoas. Os três ocupantes que juraram fidelidade ao Daesh saíram depois do veículo e atacaram à facada quem encontraram pela frente nos restaurantes e bares do vizinho Borough Market, antes de serem abatidos a tiro. No final da noite, oito pessoas tinham morrido e mais de 40 foram hospitalizadas. O Daesh reivindicou o ataque.

19 de Junho de 2017, Londres, um morto

Darren Osborne, um galês sem ligações a grupos extremistas, atirou o carro que conduzia contra um grupo de fiéis que saía de uma mesquita na zona de Finsbury Park. Oito pessoas ficaram feridas e um homem que tinha colapsado no local e estava a ser assistido por transeuntes acabou por morrer, não se sabendo se em resultado directo do atropelamento. Osborne, que terá gritado “quero matar muçulmanos”, foi acusado de homicídio alegadamente com motivações terroristas.

9 de Agosto de 2017, Paris, seis feridos

Seis militares da operação antiterrorista Sentinela foram atropelados em Levallois-Perret, nos arredores de Paris por um automóvel conduzido por Hamou B., um argelino de 36 anos, numa acção que as autoridades garantem ter sido intencional. Fugiu do local, mas acabou por ser interceptado pelas autoridades, junto da auto-estrada A16, em direcção a Calais.

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