"A TVI e a SIC têm uma estrada normal pela frente, eu faço a Volta a França”.

Director de programas da RTP1 justifica aposta nas séries e na gestão da grelha.

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FERNANDO VELUDO/ARQUIVO

Há já cerca de dois anos que a RTP anda a emitir e a encomendar produções de novas séries: "Estamos a fazer o caminho que está em todo o mundo – séries de ficção”, diz Daniel Deusdado aos jornalistas à margem da filmagem de 1986.  Em Setembro, uma das séries da estação vai ser lançada sob o modelo Netflix: todos os episódios, de uma vez, no RTP Play.

Essa aproximação ao que se passa no mercado internacional implica também “acompanhar muito os guiões”, explica o director de programas, mas salvaguardando a liberdade criativa dos autores – as audiências dos vários títulos é que não têm furado o top dos mais vistos nem competido com as das novelas dos canais privados, mas Deusdado defende-se. “O que nos interessa a fazer ficção, mesmo que não tenha os grandes resultados de audiência, é deixar memória e património audiovisual – embora as novelas também o façam, estão muito diluídas e focadas na audiência."

Socorre-se dos estudos de marca, que diz serem “decisivos” porque “80% da receita vem da contribuição audiovisual, não vem dos 10% da publicidade, não vem dos 10% dos operadores”. Descreve a gestão do orçamento, que dá bons números com jogos de futebol e quebras com ficção nacional, por exemplo, como uma estrada de altos e baixos: "A TVI e a SIC têm uma estrada normal pela frente, eu faço a Volta a França."

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