INE aponta para redução mais moderada da população

O regresso do crescimento à economia e o ritmo elevado com que se estão a criar empregos está a contribuir para que o ritmo de diminuição da população portuguesa se esteja a tornar mais moderado, estima o INE.

daniel rocha
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daniel rocha

Nas “estimativas mensais da população residente", utilizadas pela autoridade estatística para definir a população total nos inquéritos do emprego, registou-se no segundo trimestre do ano, uma redução da população, face ao período homólogo do ano anterior, de 23.900 pessoas. Este número, embora signifique que se prolonga a tendência de declínio populacional em Portugal, é no entanto inferior ao que se registou no auge da crise económica. No decorrer do ano de 2013, de acordo com as mesmas estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), a perda de população ascendeu a 63 mil.

Tendo em conta que as alterações no saldo natural (nascimentos menos mortes) ocorrem de forma bastante mais lenta, é muito provável que esta mudança esteja a ocorrer devido ao saldo migratório. João Cerejeira, professor da Universidade do Minho, assinala que, por força da melhoria da situação no mercado de trabalho, se registou um abrandamento do fenómeno migratório em Portugal. Para além disso, assinala, o regresso em larga escala dos portugueses que se tinha deslocado para Angola, ajuda a que essa mudança seja ainda mais rápida.

Neste momento, o número de empregos criados compensa largamente qualquer efeito de pressão no mercado de trabalho que esta redução da emigração pudesse provocar.