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Próxima paragem? Praia da Granja.

Na antiga praia da corte pode relaxar em piscinas de água salgada com vista para o mar e fazer um roteiro de arte ao ar livre.

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Esta semana paramos na Praia da Granja, situada entre Espinho e a Aguda, ideal para quem procura praias mais sossegadas, descobrir as espécies e peixes nas rochas que caracterizam a paisagem natural desta zona ou simplesmente para quem gosta de passear no passadiço de madeira junto à beira-mar. Se ainda não está convencido, damos-lhe mais um motivo: duas piscinas de água salgada, mesmo em frente ao mar, e um roteiro de arte ao livre. 

Granja de sempre

As casas imponentes, os chalés e os solares antigos rodeados de vegetação são vestígios de outros tempos quando a Praia da Granja era o destino de verão de aristocratas, da realeza, da corte, frequentada por alguns dos mais reputados escritores portugueses da época, como Ramalho Ortigão, Eça de Queirós ou Antero de Quental, nos finais do séc. XIX e início do séc. XX. “A mais graciosa, a mais fresca, a mais asseada das estâncias balneares de recreio do nosso país", escreveu Ramalho Ortigão no seu folheto "Praias de Portugal", sobre a Praia da Granja.

Algumas destas casas ainda hoje permanecem na paisagem da Praia da Granja, o destino ideal para quem quer relaxar e evitar as praias muito cheias, caminhar ou correr no passadiço junto ao mar, ou dar um passeio de bicicleta na ciclovia que liga as localidades vizinhas de Espinho e da Aguda. 

A Praia da Granja continua a ser muito procurada por outro motivo: as duas piscinas de água salgada, uma piscina exterior e outra piscina coberta com água aquecida, ambas com vista para o mar. Uma ótima terapia para recarregar energias do stress do dia a dia. 

Se a fome apertar nem precisa de sair da piscina porque no Complexo das Piscinas Municipais da Granja tem um bar e esplanada com opções mais leves para o almoço ou um jantar mais requintado no restaurante que funciona no primeiro andar. Mesmo ali ao lado, pode provar o peixe fresco que vem da lota da Praia da Aguda no restaurante Barraquinha Nova. Por aqui, o polvo à Barraquinha no forno com batata a murro também é famoso, assim como a petinga com arroz malandrinho, ou as pizzas de tamanho generoso do restaurante São Martino. Qualquer que seja a escolha, tem a garantia de vista de um repasto com vista de mar. 

Roteiro de arte nas praias de Gaia

Este Verão, se escolher as praias de Gaia para apanhar banhos de sol, muito provavelmente vai reparar nas esculturas que vão ocupar espaços simbólicos de Gaia (Canidelo, Valadares, Senhor da Pedra, Praia da Granja). São cinco esculturas da autoria do reconhecido escultor alemão Robert Schad, numa iniciativa que integra a exposição nacional “Percurso Lusitano”

Comece na Granja e siga o percurso da costa no passadiço de madeira que liga as várias praias do concelho de Gaia e aventure-se neste roteiro de arte ao ar livre criado por este escultor alemão que se apaixonou por Portugal há 42 anos, e que convida toda a gente a descobrir a beleza da costa. 

Todas as esculturas são feitas em ferro, um material que provém da natureza e que  representa esta ligação entre a natureza e a arte. Em comum, estas obras têm o facto de serem feitas de um material pesado que contrasta com a aparente leveza das esculturas, numa “ambivalência entre o peso corporal e o peso visual”, que representa “o sonho de ser leve”, explica o autor. 

Estas linhas frágeis funcionam como um fio condutor entre os locais da costa portuguesa, numa alusão à “linha da vida”. “É um caminho que se vai fazendo, como o Caminho de Santiago, onde vamos sentindo e refletindo no que vamos encontrando. É uma exposição para fazer pensar”, adianta. 

Para fazer este caminho, o autor acredita que é preciso despertar todos os sentidos: ouvir, sentir, tocar, abrir a mente. A interpretação de cada obra fica à mercê da imaginação de cada um. “As minhas esculturas valorizam os locais e com toda a certeza as pessoas vão ver esses locais de outra forma”, refere Robert Schad, que projeta elementos característicos de cada local nas suas obras. 

O projeto “Percurso Lusitano” é único, tanto pelo número de esculturas expostas (mais de 50), como pelos locais onde vão estar ser instaladas em zonas de cariz histórico e ambiental de Portugal (20 locais diferentes), podendo ser vista até março do próximo ano. Conta com o alto patrocínio do Embaixador da Alemanha em Portugal, Christoph Weil, o apoio da Câmara Municipal de Gaia, Águas de Gaia e das empresas Groz Beckert, DB Schenker e INDIMESA , Indústria Metalomecânica e Soluções Ambientais, Lda. 

As esculturas que integram esta exposição nacional vão estar ainda reunidas num livro, que será apresentado a 26 de agosto, às 18h, no âmbito da XIX Bienal de Arte de Cerveira, em Vila Nova de Cerveira.

Com uma carreira internacional amplamente reconhecida, o Robert Schad começou o seu percurso em Portugal no início da década de 1980, destacando-se pela criação de várias obras no nosso país, uma das mais icónicas o novo complexo da Santíssima Trindade, do Santuário de Fátima, a Cruz Alta, com uma altura de 34 metros. Foi ainda distinguido com vários prémios nacionais e internacionais, entre os quais, em 1982, o Prémio de Desenho da III Bienal de Arte Contemporânea de Vila Nova de Cerveira. No ano seguinte, comprou a sua primeira casa em Portugal, um antigo moinho de água e, desde essa altura, divide a sua residência entre Larians, em França, e em Chamosinhos, Vila Nova de Cerveira.