Vem aí um Orgulho e Preconceito mais sombrio

Uma versão mais sombria de Orgulho e Preconceito, o romance de Jane Austen de 1813 que já sofreu inúmeras adaptações, chegará à britânica ITV em 2020.

Keira Knightley na versão cinematográfica mais recente de <i>Orgulho e Preconceito</i>
Foto
Keira Knightley na versão cinematográfica mais recente de Orgulho e Preconceito DR

Lançado em 1813 – mas escrito muito antes –, o clássico Orgulho e Preconceito de Jane Austen já foi alvo de inúmeras adaptações no teatro, no cinema e na televisão. Só na BBC já houve cinco versões, sendo a mais famosa aquela com Jennifer Ehle como Elizabeth Bennett que fez de Colin Firth, no papel de Mr. Darcy, uma estrela. Vem aí mais uma, desta feita na ITV, que pretende focar-se menos nas toucas e nos espartilhos da época e mais nos contornos mais sombrios do texto original.

Mas ainda não é para já. O anúncio, feito pelos responsáveis da produtora Mammoth Screen à revista britânica Radio Times, diz que só lá para 2020 é que esta nova adaptação chegará aos ecrãs. Esta versão, explicam também, será feita a pensar nos modos contemporâneos de consumir televisão, em caixas de DVD e histórias complexas contadas ao longo de vários episódios que ganham se forem vistos de uma só assentada.

A história de Orgulho e Preconceito, passada na era georgiana, envolve as cinco irmãs Bennett, educadas com um único objectivo de vida: encontrar marido. Elizabeth, que se destaca pela sua teimosia e pelo carácter sarcástico, rebela-se contra isso, até ao dia em que um solteirão rico e o seu melhor amigo se mudam para perto da família no Verão. A grande adaptação mais recente da obra foi feita em 2005 por Joe Wright, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais.

A Mammoth Screen tem feito dramas como Poldark e Victoria, e antes de se abalançar a Orgulho e Preconceito ainda vai, no próximo mês, começar a atacar A Feira das Vaidades, de William Makepeace Thackeray, entre vários outros projectos que tem em mãos. Desta vez pediu ajuda à estreante Nina Raine, uma dramaturga cuja aclamada quarta peça, Consent, se estreou em Abril deste ano no National Theatre em Londres. Raine nunca viu uma única das outras cinco adaptações televisivas do livro, um factor que, espera-se, lhe permitirá trazer uma abordagem fresca à obra.

Sugerir correcção